quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Uma Reflexão da Promessa Messiânica Inicial – Gen 3. 8 – 4. 10.



A passagem sob a consideração continua, nos informa do envolvimento de Deus com Adão e Eva no Jardim. Do qual deriva diretamente da narrativa precedente (Gn. 3. 1- 7). Isto ocorre imediatamente depois do encontro com a serpente e suas consequências diretas. Deus chamou o casal escondido, envergonhado e temeroso (Gn. 3. 8 -9), extraiu deles uma confissão (vv. 10 – 13), falou primeiro à serpente (vv. 14, 15), depois a Eva (v. 16) e finalmente a Adão (vv 17 – 19). A Palavra de Deus a deixa de lado a posição real e as responsabilidades originais do homem ou seu papel mediador pactual (vv. 14 – 19). O texto informa-nos, ademais, da reação do homem (3. 20), que é seguida pela narrativa da expulsão da humanidade do jardim (vv. 21 – 24). Finalmente, somos informados da atitude de Eva (4. 1).

A forma de narrativa histórica do relato tem dado a estudiosos ocasião de considerar esta passagem um antigo mito que o editor trabalhou extensamente.

Quatros pontos salientes que dão à passagem sua estrutura e continuidade requerem discussão.
As primeiras três perguntas do Senhor preparam a cena para a confissão de Adão e Eva, e para as decisões subsequentes que Deus havia de tomar.

“Onde estás?” (Gn 3. 9). Este foi chamado divino para considerar a alienação e separação que tinham ocorrido. Adão e Eva não estavam meramente escondidos em sentido físico. Eles tinham-se separado da comunhão com Deus. Tinham-se afastado da comunhão da família real.

“Quem te fez saber que estavas nu? Comeste?" (Gn. 3. 11). Esta pergunta é o apelo divino a Adão para considerar seu “status” diante de Deus. Adão  e Eva estavam com medo; tinham perdido seu senso de bem-estar e de segurança. Estavam envergonhados; não podiam mais permanecer diante de Deus com seus régios mediadores pactuais. Confessaram que tinham abdicado de sua posição real. Não podiam mais servir como oficiantes diante de Deus nem eram capazes de cumprir seus papéis real, sacerdotal e profético.

“Que é isso que fizeste?" (Gn 3. 13). Esta pergunta requer um confissão de desobediência deliberada. Os mediadores reais da aliança tinham violado o próprio pacto que eles deveriam manter e implementar. Tinham estabelecido a sua própria vontade e sua própria maneira por instigação da serpente.

A mensagem de Gen. 3. 15 nos apresenta três aspectos.

Primeiro, a passagem proclama a soberania de Deus que continua não afetada. A humanidade abdicou; Deus não. Ele soberanamente buscou os pecadores caídos e provocou a sua confissão.

Segundo, ao proclamar sua soberania, proclamou também seu amor como não havia feito antes – um amor pela humanidade desobediente, ofensora, rebelde e culpada. “Graça” é o termo bíblico usado pra referir-se a essa dimensão do amor de Deus.


Terceiro, a demonstração dessa graça divina e soberana tornar-se-á evidente na administração da justiça de Deus. Ele tratará com o tentador de acordo com sua santa vontade e seu plano. A maneira como o tentador será tratado, adequadamente a consequência final de seus ato, será proporcional ao que ele próprio fez. Ele será prostrado; ele será esmagado; ele será destruído.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Sermão: Vale dos Ossos Secos! Pastor Chaguri