quinta-feira, 31 de março de 2016

Não se Pode Eleger Neófitos (Recém Convertidos) a Funções de Liderança na Igreja!

Exegese de I Timóteo 3.6

Por João Claudio Chaguri - Doutorando em Teologia pelo Reformed Theological Seminary, RTS / Mackenzie - Jackson - Mississippi - EUA / Brasil -SP

“Não seja Neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo.” I Timóteo 3. 6


RESUMO

A carta de Paulo a Timóteo nos mostra quais as condições para ser um líder eclesiástico. Apresenta que deve ser uma pessoa moderada em todos os sentidos, uma vez que as qualidades encontradas no texto foram arrancadas das condições pedidas pela sociedade daquele tempo.
O que texto nos mostra em síntese que o dirigente cristão deve ser um pessoa de bem em todos os aspectos da vida: pessoal, familiar, comunitário e social.
No texto bíblico acima que é o objetivo da analise, retrata que o fato de um recém-convertido a Cristo ocupar o oficio de liderança na igreja pode levar à soberba, como levando a condenação do diabo, como por exemplo falsa doutrina, tomando por base I Timóteo 4, quando Paulo trata da apostasia na igreja.

PALAVRAS-CHAVE
Neófito, Ensoberbecer, condenação do diabo.
Neophytosνεοπηυτοσ - (Neófito) – de neos (novo), recentemente plantado, recém convertido.
Typhoõτυπηοο - (Ensoberbecer) – derivado de Typhõ (verbo primário – Formar fumaça) – inflar com arrogância – magnânimo, ser exaltado com orgulho, ser orgulhoso.
Krimaκριμα - (Condenação) – uma decisão ou resultado, um sentença de punição ou condenação.

INTRODUÇÃO
Nos manuscritos gregos mais antigos, o titulo desta epístola é Pros Timotheon A. Uma evolução posterior ampliou o titulo para a forma encontrada em versões protestantes.
Esta epistola foi escrita a Timóteo enquanto era pastor da igreja de Éfeso, é composta principalmente de instruções dirigidas a ele como líder da igreja. Neste caso, ela é classificada como epístola pastoral. Entre os comentaristas há aqueles que acreditam que a carta foi escrita entra a data da sua soltura ano de 61 e sua morte em 64.[1] É possível que Paulo escreveu I Timóteo entre a primeira prisão em Roma (Atos 28) e seu encarceramento final (2 Timóteo 1. 8, 15 – 18; 4. 9 -18). Possivelmente Paulo escreveu 1 Timóteo na Macedônia (1 Tim 1.3).
A grande preocupação de Paulo na carta a Timóteo é orienta-lo de maneira agradável diante de Deus e como ser útil para o rebanho sobre o qual Deus o colocara, e lhe apresenta a solene comissão de pregar a Palavra e defender seus ensinamentos.
A epístola também reflete de maneira fundamental a questão da vontade de Deus no desenvolvimento de organização e administração da igreja.
Tal menção é vista na epístola referida, como também nas demais epístolas pastorais (I Tim 4. 6, 13, 16; 2Tim 3. 14 – 17; 4. 1 – 4; Tt 1. 9; 2. 1, 7) é fundamentada pelo fato de que, das 21 vezes em que a palavra grega para doutrina (didaskalia) é vista no Novo Testamento, 15 se encontram em 1 e 2 Timóteo e em Tito.

1.          ANÁLISE LITERÁRIA

A primeira carta a Timóteo inicia com uma saudação, (v.1, 2).  Tem como temas principais, conselhos e exortações a um jovem pregador do evangelho a respeito de como lidar com a conduta pessoal e o seu profícuo ministério. Está dividida entre conselhos doutrinários e experiências.
No capitulo 2 Paulo apresenta oração, intercessão por todos e Cristo como nosso mediador. Paulo escreve conselhos aos homens e mulheres. (v. 8-15)
O capitulo 3, do qual está o texto estudado da exegese, o apostolo traz orientações aos bispos e aos diáconos.
No  Capitulo 4, Paulo se preocupa com os acontecimentos futuros, trazendo predições de apostasia e com uma abordagem a conduta ministerial.
Os capitulo 5 e 6, ele escreve sobre a administração ministerial, ser cortês com os anciãos (v. 1, 2), preocupação com a igreja de como tratar  as viúvas (v. 3-16), o dever diante dos anciãos da igreja, (v. 17- 20) sobre imparcialidade (v. 21-22) e questões pessoais (v. 23-25).
No capitulo 6 escreve sobre os deveres dos servos e preocupação com os mestres que traz contestação (v. 1-5). A alegria como fonte de bênçãos (v.6-8), orienta sobre o perigo da riqueza e cobiça (v. 9-12) e o dever do jovem evangelista de manter pura a doutrina até a volta de Jesus Cristo (v. 13-16), o perigo do orgulho e orienta a Timóteo com relação aos ricos (v. 17 – 19), e fecha com o manter fiel diante das heresias doutrinarias (v. 20-21).

2.          DELIMITAÇÃO DA PERÍCOPE (3. 1 – 7).
A pericope (v.1-7) encontra no tratado com relação a organização da igreja.
Ele encerra o capitulo 2 apresentando a grande honra e privilegio as mulheres de serem mães e criar seus filhos, e ele exorta todas as mulheres a cumprir o seu dever como mães e reconhecer a responsabilidade de liderança do homem concedida por Deus no lar e na igreja.
Paulo inicia o capitulo 3 com um outro tipo de linguagem, apontando aos homens que almejam o episcopado, (v. 1- 7) e traz orientações sobre as qualificações dos diáconos (v. 8-13) na igreja de Deus. Podemos ver claramente uma nova linha de argumentação, comparando com o todo da temática.
 Apesar da relação literária que existe no todo do capitulo, podemos dividir este capitulo dentro de três blocos: primeiro, as qualificações dos bispos (v. 1-7), segundo, as qualificações dos diáconos (v. 8-13), terceiro, a igreja como espinha dorsal da verdade de Deus e o ministério da piedade (v.14-16) .

3.              AS QUALIDADES DE BISPOS, DIÁCONOS.
O texto bíblico de I Timóteo 3. 1 inicia com a confirmação da veracidade da Palavra de Deus e a confiança que devemos ter nela, para tal aparece a palavra grega pistos, fiel, digno de confiança. Para tanto, alguns comentarista analisam o texto dizendo que a primeira frase (fiel é a Palavra) do capitulo 3 deve ser considerada como a conclusão  do que se disse sobre as mulheres no capitulo 2, entretanto pode ser aplicado tanto para o texto precedente quanto ao texto posterior, uma vez que ambos merecem atenção cuidadosa.
No verso 2 do capitulo  3, Paulo admoesta que o líder cristão deve ser um modelo, “é necessário, portanto que o bispo seja irrepreensível”,  na pratica dos princípios da Palavra de Deus, uma vez que se deseja convencer outros da veracidade e dignidade de sua mensagem. “O regato não corre  acima de sua fonte, e,  em geral, uma congregação não costuma alcançar nível mais alto do que a sua liderança.”
O texto diz o mesmo precisa ser irrepreensível, não sujeito ao que se falar dele, não censurado.
Aquele que está como líder da Igreja do Nosso Senhor Jesus Cristo, precisa estar livre de qualquer censura.
Aquele que não desfrute de um bom testemunho e seja eleito ao oficio na igreja pode cair em descredito.  Com isso o Apostolo Paulo apresenta ao jovem pastor Timóteo uma lista de requisitos morais.
O comentário do novo testamento de Willian Hendriksen diz:
“Torna-se imediatamente claro que, em conformidade com o ensino inspirado de Paulo, o candidato ao episcopado deve desfrutar do testemunho favorável de dois grupos: (a) os de dentro, ou seja, os membros da igreja; e (b) os de fora, ou seja, os que não são da igreja.”[2]

Esposo de uma só mulher, ou seja o deve ter um histórico imaculado de fidelidade conjugal, para ser um digno modelo para seu rebanho.
O Texto é diz, que o mesmo seja temperante, um líder sóbrio, nephaleos, sõphron, prudentes, que tenha domínio próprio e temperança em todas as coisas, II Timóteo 4. 5, “Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério.”
Paulo também orienta a ser modesto, kosmios, ordeiro, hospitaleiro, como Paulo orienta em Rom 12. 13 “compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade.” Do grego philoxemia, literalmente amar os estranhos, portanto abrigar os estranhos, o líder precisa considerar a hospitalidade como uma das mais importantes virtudes cristãs.
Muitos cristãos eram expulsos de suas casas e cidades e obrigados a procurar abrigo com aqueles que mantinham a mesma fé (Atos 8. 1; 26.11). Essa hospitalidade contribui para os vínculos da fé e os mantinham unidos.
“Uma pessoa hospitaleira é literalmente amiga dos forasteiros. Ela compartilha de suas necessidades. Podemos bem imaginar quão profundamente apreciada foi esta hospitalidade num tempo em que virtualmente não existia um sistema organizado de bem-estar social em alta escala quando viúvas e órfãos dependiam da bondade de parentes e amigos; quando grassavam ferozes perseguições com seus encarceramentos; quando a pobreza e a fome eram muito mais evidentes que o que agora se vê nos países do ocidente; quando as mensagens de um setor da cristandade tinham de ser entregues por mãos de um mensageiro pessoal, que para isso era preciso longas viagens; e quando ter um alijamento com incrédulos era menos que desejável. Daí, se a hospitalidade era um requisito para todo crente segundo sua capacidade e oportunidade de oferecê-la, era um requisito indispensável para o bispo.”[3]

Paulo do mesmo modo se preocupa com a capacidade para o ensino. Do grego didaklikos, qualificado no ensino. O ministro de Deus deve estar disposto a ser ensinado e também ser capaz de instruir a outros nas verdades da Palavra de Deus, seguindo o exemplo do Mestre.
 A verdade da Palavra de Deus precisa ser anunciada. Neste caso o ministro de Deus é um verdadeiro mestre, pois ele não ensina a mentira e o engano. Para tanto, deve-se conhecer a Palavra para ensinar corretamente, é sine qua non, aquele que tem o dom do ensino, precisa ter o dom do estudo. No livro, A tua Palavra é a verdade diz:
“Devemos conhecer a Palavra a fim de poder usá-la corretamente. A Timóteo, Paulo recomenda: “Procura esforçar-se com zelo, apresentar-te a Deus aprovado (após exame), como obreiro que não tem que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da verdade.”[4]

Do mesmo modo o ministro deve também ser irrepreensível nas seguintes questões: Não dado ao vinho, evitando os extremos, não ser dominado pelo vinho, pois não será um bom ministro, uma pessoa dominada pelo vinho, pode se tornar violento. Tito 1. 7 diz: “Porque é indispensável que o bispo seja irrepreensível como despenseiro de Deus, não arrogante, não irascível, não dado ao vinho, nem violento, nem cobiçoso de torpe ganância.”
Antes o ministro precisa ser cordato, do grego epieikes, integro, equitativo, gentil, brandura e cortês, inimigo de contendas, não avarento, literalmente não amante da prata, as experiências de Judas Iscariotes e Simão, o mágico, revelam o perigo e prejuízo ao ministério, devido ao amor ao dinheiro. (Joao 12. 1 – 6; Atos 8. 14- 23).
O ministro que administre bem a sua própria casa, que seja dotado da habilidade com os seus, no dirigir e administrar. Caso não tenha condições de administrar a própria família como poderá administrar a Casa de Deus.

4.     I TIMÓTEO 3. 6

“Não seja Neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo.” I Timóteo 3. 6
“μη νεοφυτον ινα μη τυφωθεις εις κριμα εμπεση του διαβολου”. I Timóteo 3. 6. A palavra (νεοφυτον), “Neófito” significa literalmente recém-plantado, algo novo, recente. O texto não esta dizendo a respeito da idade mínima para os candidatos ministeriais, entretanto a escritura é clara no sentido que sejam maduros espiritualmente.
Nas Escrituras Sagradas, vemos um muitos pontos que aqueles ao pastorearem e supervisionarem as igrejas, foram frequentemente chamados de presbíteros (Atos 11.30; 14.23; 16.4; 20.17; 21.18; 1ª Timóteo 5.17,19; Tito 1.5; Tiago 5.14; 1ª Pedro 5.1; 2ª João 1; 3ª João 1).  Apresentam como cristãos mais maduros da congregação, com conhecimento e experiência para servir de paradgimas e ensinar o povo de Deus. Ao promover neófitos, sejam esses de posição e influência sociais, os perigos são óbvios.  
João Calvino nas Pastorais comenta:
“Naquele tempo, muitos homens de extraordinária habilidade e cultura estavam sendo conduzidos à fé. Paulo, porém, proíbe que se façam bispos aos que recentemente tenham professado a Cristo. E ele mostra quando danoso seria ta expediente.”[5]

O que João Calvino está relatando é a grande precocupação em fazer do novo na fé Bispo, pois há o perigo que no governo da Igreja de Deus haja com ostentação e arrogância. De modo diferente se repete em 5.22 dizendo, “a ninguem imponhas precipadamente as mãos” do qual o episkopos deve ser maduro na fé. Neste caso devem ser excluídos da honra do governo da igreja de Deus, caso contrario entram na condenação do diabo.
Vemos essa orientação bíblica em I Timoteo 3. 10 “Também sejam estes primeiramente experimentados; e, se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaconato.” O Texto sugere que tais sejam testados. Uma vez que a aptidão não deve ser admitida sem provas. O que Paulo está sugerindo? O seguro é que investigue as fases da vida de alguém, antes de confiar o oficio do cuidado com a igreja de Deus. Pois a eleição de um neófito pode trazer consequências graves para a sua vida como também para a igreja de Cristo. Aqui Paulo está estimulando o zelo e piedade. Entretanto qual será a natureza deste teste? Provar exatamente o que?
Crêem alguns que Paulo tem em vista um exame formal que inclui um período de experiência. A prova seria efetuada ou por Timóteo ou pelos outros presbíteros, que examinariam o que o candidato entendia da fé. Mas isso parece refletir o panorama de um período posterior. Mais provável é que Paulo tenha em mira aqui em seleção de homens aprovados, que tenham sido examinados no sentido de I Coríntios 16. 3 (“os que... aprovardes”) ou de 2 Coríntios 13.5 (“Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos”).[6]

É observado que a preocupação de Paulo tem uma causa; “para não suceder que se ensoberbeça”, ou, “seja inchado”, “seja vaidoso”, com o verbo tuphousthai apontando para o literal como “envolto de fumaça”, pois ela dissipa, desaparece, um líder assim não tem sentido,  resultado do orgulho pela promoção rápida.
Um líder orgulhoso se destrói e destrói a igreja, o orgulho precede a ruina. William Hendriksen comenta que: 
“Em harmonia com essa norma, em sua primeira viagem missionária Paulo não designou anciãos em toda a igreja, senão quando as visitou pela segunda vez (At 14.23). Note também que o próprio Timóteo não foi ordenado imediatamente depois de sua conversão. Havendo sido conduzido a Cristo na primeira viagem missionária de Paulo, não foi ordenado senão depois (na segunda viagem missionária de Paulo, não foi ordenado senão depois (na segunda viagem missionária, pelo menos). A regra: Sempre que possível, não devem ser eleitos neófitos para o episcopado na igreja.”[7]

O líder deve estar pronto a ouvir, a se reavaliar, entretanto o orgulho obscurece o entendimento, o que dificulta o ensino, que é um papel preponderante de um líder espiritual.
Quando não é observado a preocupação bíblica, com relação ao assunto mencionado existe uma situação proeminente, o perigo de cair na “condenação do diabo”. Tal expressão pode ser assim entendida, uma condenação semelhante ao diabo.
A palavra grega para “condenação” é “krima”, tem haver com uma decisão a favor ou contra, entretanto normalmente é usada como uma sentença de punição ou condenação como  uma consequência especifica.
Por isso que pode ser entendido esta parte do texto que o “neófito” receberá a mesma condenação aplicado ao diabo quando o orgulho precipitou sua rebelião no Céu (Ez. 28. 12 -17) ou no sentido de que a condenação será colocada contra o neófito, que encontra-se iludido pela presunção, pelo próprio inimigo, como “acusador da igreja” (Ap 12. 10; Jó 1. 6, 2. 4-5).
Nas Pastorais João Calvino comenta a respeito do assunto:
“Incorra na condenação do diabo pode ser interpretado de três formas. Enquanto que alguns pensam que Διαβολον outros crêem que significa caluniadores. Sinto-me inclinado para o primeiro ponto de vista, pois o termo latino indicium raramente significa calúnia. Uma vez mais, porém, é possível entender a condenação Satanás no sentido ativo ou passivo. Crisóstomo a toma passivamente, e concord com ele. Há uma antítese elegante que realça a enormidade do caso: Para não suceder que aquele que é posto sobre a Igreja de Deus, movido de orgulho, cai na mesma condenação em que caiu o diabo. Não obstante, não descarto o significa ativo, a saber, que tal homem dara ao diabo ocasião para condená-lo. A Tradução de Crisóstomo, porém, se aproxima mais da verdade.”[8]

Nesse sentido argumenta-se que o juízo não é prerrogativa do diabo, conforme a Bíblia. O julgamento é prerrogativa Divina. A sentença proferida ao diabo no Céu (Ap 12. 7 – 9), também virá aos que permitirem que o orgulho domine seu pensamento.
O orgulho sempre leva a queda, lemos em II Pedro 2. 4 “Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo”. Nesse sentido a igreja deve evitar a queda, a mesma não deve eleger um neófito como bispo.
  
CONCLUSÃO
É notável em toda carta do Apóstolo Paulo a Timóteo que ele da uma grande ênfase no cuidado pastoral com a igreja de Cristo apresentando conselhos doutrinários e experiências pessoais.
Dentre tais conselhos o Apóstolo é enfático que não deve os Neófitos a assumirem funções episcopais na Igreja de Deus. Para tanto, aqueles que são indicados para tal honra, antes precisa ser experimentados com tempo, o que demostra um nível de exigência fundamental para o exercício da função.
Paulo demonstra uma preocupação com o perigo de se ensoberbecer aquele que é colocado no episcopado.
Mediante as futilidades de um neófito, coloca-lo no exercício da função ajuda-lo cair na condenação do Diabo.
Para tanto, necessita ser alguém firme na fé e experimentado, apto para o ensino tanto pelo seu conhecimento como também por seu exemplo. A imaturidade é o canal para o orgulho e sutilizas do diabo. Desobedecer a orientação bíblica é o para destruir o líder e  os liderados.

BIBLIOGRAFIA

BEALE. G. K. e  CARSON. D. A. Comentário do uso do Antigo Testamento no Novo Testamento, Editora Vida Nova, São Paulo, 2014.

CALVINO. João, Pastorais, Série Comentários Bíblicos, Editora Fiel, São José dos Campos, 2009.

CARSON, D. A, Comentário Bíblico Vida Nova, São Paulo, 2015.

COSTA. Hermisten Maia Pereira, A Tua Palavra é a Verdade, Editora Monergismo, Brasília, DF, 2010.

COSTA. Hermisten Maia Pereira, João Calvino 500 anos, Editora Cultura Cristã, São Paulo, 2009.

FEE. Gordon D, Novo Comentário Bíblico Contemporâneo, Editora Vida, São Paulo, 1988.

FRIBERG. BARBARA, O Novo Testamento Grego Analítico, Editora Vida Nova, São Paulo, 1987.

GRIFFITHS. Michael, Timothy and Titus, Baker Books, Grand Rapids, MI, 1996.  

HENDRIKSEN. Willian, 1 e 2 Timóteo e Tito, Editora Cultura Cristã, São Paulo, 2011

JEREMIAS. Joachim, Teologia do Novo Testamento, Editora Hagnos, São Paulo, 2008.

KELLY. J. N. D, 1 e 2 Timóteo e Tito, Introdução e Comentário, Editora Vida Nova, São Paulo, 2011.

LOPES. Hernandes Dias, 1 Timóteo o pastor, sua vida e sua obra, Editora Hagnos, São Paulo, 2014.

LUTERO. Martinho, Luther’s Works, Commentaries on 1 Corinthians 7, 1 Corinthians 15, Lectures on I Timothy, Concordia Publishing House, Saint Louis, Missouri, 1973.

MacARTHUR. John, New Testament Commentary I Timothy, The Moody Institute of Chicago, Chicago, 1995.



[1] Entretanto não há um concenso com relação a data que foi escrita a carta. Trabalham dentro da perspectiva de sua chegada a Roma (por volta do ano 59), sua data de soltura, ano 61 e a sua morte em 64. O ano da sua morte são ainda mais obscuros, sendo que o único dado real é que ocorreu durante o reinado de Nero (54-68). Entretanto não há muita luz sobre o Apóstolo neste período. (ver: KELLY, J. N. D, et al., eds., 1 e 2 Timóteo e Tito, Introdução e Comentário. São Paulo: Editora Vida Nova, 2011, p. 41.
[2] Hendriksen, William. Comentário do Novo Testamento, 1 e 2 Timóteo e Tito. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2011, p. 151.
[3] Idem, p. 156 -157.
[4] Costa, Hermisten M.P. A Tua Palavra é a Verdade. Brasilia - Editora Monergismo, 2010, p. 92.
[5] Calvino, João. Série Comentários Bíblicos , Pastorais. São José dos Campos – SP. Editora Fiel, 2009, p. 88.
[6] Fee. Gordon D, Novo Comentário Bíblico Contemporâneo. São Paulo, Editora Vida, p. 98. 
[7] Hendriksen, Comentário do Novo Testamento, 1 e 2 Timóteo e Tito. São Paulo: p. 162.
[8] Calvino, Série Comentários Bíblicos, Pastorais. p. 89.