quinta-feira, 10 de julho de 2014

Moisés Fere a Rocha!


“Moisés e Arão reuniram o povo diante da rocha, e lhe disseram: Ouvi, agora, rebeldes, porventura faremos sair água desta rocha para vós outros? Moisés levantou a mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais.” Números 20. 10 -11.

Moisés fora considerado através dos anos um paradigma de paciência. O povo murmurara, acusara-o falsamente, rebelara-se contra ele, insultara-o, mas ele sempre se matinha calmo. Bem imagino os céticos do turbante da paz – e estes sempre existem – dizerem a seus respeito: “Esperem um pouco. Um dia o velho vai explodir.” E foi o que se deu. Moisés era homem admirável, mas era um humano como qualquer um deste século. Tinha o seu momento de virar a mesa, de explodir.

Perguntou alguém: Por que foi Deus tão severo com Moisés, se ele O servira tão bem, por longo tempo? Não poderia Deus ter deixado para lá o gesto que Moisés tivera num momento de impaciência? Deus na Sua Grandiosa misericórdia perdoou Moisés e concedeu-lhe  entrada no Céu; mas quando Moisés perdeu a paciência, perdeu também sua influência.

A liderança marca um preço alto de etiqueta. Outras pessoas poderiam revelar sua impaciência todos os dias. Não, porém Moisés ou qualquer pessoa que exerça liderança. O povo esperava mais dele do que de si mesmos. Embora tivesse sido sua rebeldia que o provocara, eles não tinham maturidade bastante para tomar em conta este fato. Poderiam querer justificar seus próprios erros, mas jamais passariam por alto o menor erro em seu líder.

Os gregos antigos reconheciam certa qualidade de liderança a que davam o nome de ethos. A palavra descreve, não o que o homem faz, mas o que homem é. Um ministro, por exemplo, não é julgado apenas pelos seus sermões e sua habilidade de liderança, mas pela imagem que seus paroquianos têm em mente, acerca do que o ministro deve ser. Esta norma é geralmente mais elevada do que a norma que mantém a respeito de si mesmos.

O Deus Magnânimo vê o coração, e Ele é mais tolerante do que o povo. Mas nós vivemos num mundo habitado pelo povo, e nossa influência junto a eles depende, não do que somos, mas do eles pensam que somos.

Sim, elevado é o preço da liderança e da influência – às vezes demasiadamente elevado – mas líderes de homens são os que estão dispostos a pagar o preço. 


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