quarta-feira, 16 de julho de 2014

Dá-me o Teu Coração e receberá Paz

Dá-Me filho Meu o teu coração, e os teus lábios observem os meus caminhos. Provérbios 23. 26

Nestas palavras Deus vai á vontade; é um convite à entrega do eu e de todo o ser a Ele. O sentido bíblico em que a palavra “coração” é empregada, em geral compreende o intelecto, as volições e as afeições. Assim, dando o nosso coração a Jesus, colocamos em Suas mãos todas as faculdades de nossa mente, todas as nossas emoções e nossa própria vontade.

A vontade jamais poderá por si mesma fazer qualquer coisa ou traçar alguma estratégia que salve o homem. Não importa quão forte seja, jamais ela poderá dominar o pecado na vida, pois é controlada por inclinações  pecaminosas da mente e do corpo, sendo, pois, incapaz de controlar essas volições. A vontade que é a sede das decisões, faculdade pela qual o bem deve ser determinado, é enferma em si mesma, sendo portanto incapacitada de determinar o bem.

A única coisa que a vontade é capaz de fazer para salvar-nos do pecado, então, é permitir que Deus opere por intermédio dela. Ao trabalhar o Espírito Santo no coração, a vontade é estimulada a responder. Ela não é forçada a responder, mas pode faze-lo. Se  responde e abre o coração para Jesus, a força da vontade de Deus se associa a ela, podendo então eficazmente, dirigir as faculdades da mente, as emoções.

É esta dualidade na teologia de Paulo que ele se refere, quando nos apresenta em Filip.  2. 12 – 13:

“Operai a vossa salvação com tremor e temor. Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade.”

Gosto do texto acima nas palavras de John Moffat: “Porque é Deus que em Sua boa vontade vos capacita para deseja-Lo.

Em Jesus nos tornamos livres. Somos libertos da culpa, somos livres para viver como se esperava que vivêssemos.


Não quereis responder agora, ao convite de Jesus: “Dá-me filho Meu o teu coração?”

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