segunda-feira, 17 de março de 2014

O Ministério Cristológico do Espírito Santo - Aos Antitrinitarianos!




              Concepção, nascimento e crescimento de Jesus aponta para a continuidade do ministério do  Espírito desde o Antigo Testamento. A Bíblia relata a frase “veio sobre ela” (Lc 1.35) que é uma expressão paralela à 1Sm 10.6, 10 e 16.13Quando o Espírito vem sobre um indivíduo ele o reveste segundo o seu propósito isto indica uma obra da nova criação:
              Ele cobriu (evpiskia,sei), ou seja, uma indicação da atividade divina pairando sobre o seu povo (cf. Sl 9.1-4). Essa mesma idéia ocorre na narrativa da criação (Gn 1.2),  na proteção do povo de Israel (Ex 13.21)  e na referência à glória divina sobre o Tabernáculo (Ex 40.34-38 e João 1.14). Também aponta para o início da nova obra da redenção, ou seja, um novo êxodo.
            
            A missão do Espírito Santo na concepção era manter a santidade, impedir a contaminação daquele que haveria de nascer (Lc 1.35), pois ele seria um ente santo. Ele nasceu da vontade de Deus (João 1.13). O ato misterioso do Espírito Santo sobre Maria foi uma ocasião em que ela permaneceu passivaA natureza humana de Jesus não foi criação ex-nihilo, mas herdada através de Maria aquela era a nossa natureza humana. Mediante a tal afirmação a concepção virginal de Jesus pelo Espírito impede qualquer cristologia adocionista. Este fato é contrário à cristologia “de baixo”, muito popular nos últimos dias

           A concepção virginal de Jesus Cristo confirma a verdade de que opera ad extra trinitatis indivisa sunt (as obras externas da Trindade são indivisíveis). O Pai enviou o Filho e o Espírito lhe preparou a natureza humana para a sua encarnação. A concepção de Jesus pelo Espírito enfatiza a possibilidade dele assumir nossa culpa. Ele é o segundo Adão (1Co 5.45, 47-49). A obra do Espírito no crescimento de Jesus conforme Lucas 2.52 (e à luz de Is 11.1-3 e 42.1), mostra que Jesus manteve contínua comunhão com Deus.
               
               Ao longo da vida e obra de Jesus houve uma atuação ministerial contínua do Espírito Santo. Isso é provado no Batismo, tentação e ministério. Vejamos alguns exemplos: Indicação da unção de Jesus para o ministério (Cf At 10.38)Indicação de um fenômeno apocalíptico, pois os céus foram abertos, apontando para uma revelação divina (Mc 1.10 e Ap 4.1). Para Lucas, todo o ministério de Jesus foi exercido no poder do Espírito (Lc 4.14).
             
             A ação do Espírito no ministério de Jesus aponta para algumas evidências messiânicas que foram possibilitadas pelo poder do Espírito: Libertação – Lc 4.18-19, Pregação com autoridade – Lc 4.32, Poder libertador – Lc 4.33-37, Curas – Lc 4.40, Expulsão de demônios – Mt 8.29. Até na morte, ressurreição e ascensão vemos a ação do Espírito: A ressurreição foi primariamente atribuída ao Pai (At 2.32, 17.31, Rm 8.11 e 1Co 15.15); Em outros textos ela e apresentada como sendo uma ação do Filho (João 2.19-21 e 10.17-18); Contudo, de acordo com Paulo, foi também através do Espírito de santidade que Jesus foi declarado Filho de Deus pela ressurreição (Rm 1.4). 

               Em outros texto, Paulo afirma que ele foi vindicado pelo Espírito através de sua ressurreição (1Tm 3.16) e Pedro defende que ele foi “morto, sim, na carne, mas vivificado no Espírito” (1Pe 3.18). Esse fato é uma boa ilustração de que as obras das pessoas da Trindade são indivisíveis. 

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