sexta-feira, 14 de março de 2014

Minha Ótica sobre o Sofrimento Humano e Deus. (Voo MH370 da Malaysia Airlines (2014) e o 447 da Air France).

Minha Ótica sobre o Sofrimento Humano e Deus.
Voo MH370 da Malaysia Airlines (2014) e o  447 da Air France.


Um dos temas mais complicados das Santas Escrituras é em relação a pré-ciência e o determinismo de Deus e o sofrimento humano. Creio, sem duvida alguma que Deus sabe de tudo a respeito do Universo antecipadamente. Creio que Ele coordena todo o universo, que nada sem a sua permissão acontece. Creio que Ele é Soberano e Sapientíssimo. Entretanto quando analisamos a questão dos Juízos de Deus nas Escrituras, pelo que se observa, eles são pré-anunciados, pois Ele deseja redimir o pecador. Assim foi no Edem (Gên. 3. 1 -14), no Dilúvio (Gên. 3. 11 – 22), Torre de Babel (Gn.11. 1 – 9), Sodoma e Gomorra (Gên. 19. 1 – 29) Pragas no Egito (Êxo. 6. 28 -30, 7. 1 -13), inclusive o livro do Apocalipse está repleto de Juízos pré-anunciados para o tempo do fim.
Prefiro acreditar que Deus, permite que as tragédias aconteçam com humanidade. Deus tem consciência das tragédias que virão, entretanto não consigo entender que elas antecipadamente estão determinadas por Deus. Como por exemplo a queda do voo MH370 da Malaysia Airlines (2014) ou o voo 447 da Air France (2009), como se Deus tivesse programado essa queda. Deus na sua Soberania poderia ter evitado a queda do vôo MH370 da Malaysia Airlines ou do voo 447 da Air France, mas escolheu não evitar, mas não creio em uma agenda para queda, como pensam aqueles que acreditam no determinismo Divino.
O Pecado existe neste mundo, e com ele veio a doença, morte, separação, terremotos, fomes, pestes e etc. O cristão precisa entender que este não é mundo dele, o cristão é peregrino, a concepção de um mundo povir acalma o crente em meio as tragédias causadas pelo pecado. A Bíblia nos diz que o “pecado é transgressão da Lei de Deus (I João 3.4), desde que entrou o pecado no mundo, o homem tem transgredido a lei de Deus, mas não somente a lei de Deus, como tem transgredido as leis naturais e como consequência desta escolha, temos sido afetados com calamidades naturais, claro que as leis naturais não estão fora da Soberania de Deus, o próprio Jesus deu a ordem a  natureza, e ela o obedeceu (Mt 8. 23 – 27), mas para ela obedece-lo, precisou Ele decidir que ela lhe obedecesse.
Creio que em Sua Soberania, Deus simplesmente decidiu não salvar o vôo 447 da Air France da queda, mas não que ele programou a queda. Creio que existem dois fatores, pelo menos para as ações negativas na vida humana: Primeiro, fatores externos, escolhidos por outros, como por exemplo: Um líder de um País que decide fazer guerra e milhares de crianças inocentes e muitos outros que nem a guerra desejam morrem por causa da escolha de uma pessoa. Segundo, fatores internos, baseados em nossas próprias escolhas que afetam a nós mesmos. Nestes dois fatores estão envolvidos as consequências do pecado. A Bíblia nos diz: “O Salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus.” Romanos 6. 23.
Alguns textos falam que “o Senhor endureceu o coração de Faraó” (Êx 4:21, 7:3, 9:12, 10:1, 20, 27, 11:10, 14:4 e 8). Outros afirmam que o próprio Faraó “endureceu o seu coração” (Êx 8:32, 9:34 e 35, 13:15). E há um terceiro grupo de textos que declaram simplesmente que “o coração de Faraó se endureceu” (Êx 7:13, 22, 8:19, 9:7). Ezequiel 33:11, afirma que o Senhor não tem “prazer na morte do perverso, mas que o perverso se converta do seu caminho e viva”. Pedro acrescenta que o Senhor não quer “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3:9).
No mundo natural, “o mesmo sol que derrete a cera endurece o barro”. O problema não está no sol, mas na forma diferente com que a cera e o barro reagem ao calor. De modo semelhante, o problema de Faraó não estava em Deus, mas na forma como o próprio Faraó reagia às mensagens divinas de admoestação e arrependimento. Em vez de se humilhar e arrepender, Faraó se fechava cada vez mais aos apelos divinos. Cada novo apelo para abrandar o coração acabava gerando o efeito contrário, de endurecimento.
Creio numa maneira permissiva de Deus para cumprir com algum proposito Divino desconhecido ao homem (Dt 29.29). Não gosto de intitula-la como Teologia Permissiva, como alguns assim o fazem, mas prefiro apenas acreditar na vontade Soberana de Deus. Não creio que O limitamos, o fato de compreendermos como uma permissão de Deus a calamidade para um proposito maior. Creio que na Sua Soberania, Ele decide o que fazer, pelo que se observa nas Escrituras, Ele não programa um Juízo sem antes anuncia-lo.                                                                                  
É nesse sentido que Deus é descrito como causando a Faraó o que Ele apenas permitiu que ocorresse. É preciso reconhecer também que chegou um ponto na vida de Faraó em que ele acabou extrapolando os limites da misericórdia divina. A partir desse ponto, os apelos ao arrependimento cessaram e os juízos divinos tomaram lugar (Êx 7 a 12), culminando na destruição final de Faraó e do seu exército (Êx 14). Em tudo isso, Faraó simplesmente colheu o fruto de sua própria obstinação (Gl 6:7).
 Por João Claudio Chaguri


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