sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Alexandre, O Grande e sua Relação Profética e Histórica com Daniel 8.

"Meu Filho, procure um Reino que lhe faça Justiça, pois a Macedônia é muito pequena."

356 a. C. Nasce Alexandre, filho de Filipe II da Macedônia.
340 Assume o comando enquanto o pai ataca Bizâncio. 
338 Comanda o flanco esquerdo na Batalha de Queroneia. 
336 Sucede o pai assassinado. 
334 Batalha de Granico.
333 Batalha de Isso.
332 Ataca Tiro e toma o Egito, onde funda Alexandria como sua capital imperial. 
331 Batalha de Gaugamela.
330 Recebe o título de "o Grande" e é chamado de "Senhor da Ásia".
326 Batalha de Hidaspes.                                                               
323 Morre na Babilônia quando retornava à Macedônia. 

Alexandre, o Grande,  jamais perdeu uma batalha e quando morreu, com apenas 33 anos, havia conquistado a maior parte do mundo conhecido, Lutando contra forças numericamente superiores derrotou um dos grandes impérios do mundo antigo e espalhou a cultora grega, através da Pérsia, até a Ásia Central e a Índia. 
Quando Alexandre era um menino, seu pai Filipe II, rei da Macedônia, disse-lhe: "Meu filho, procure um reino que lhe faça justiça, pois a Macedônia é muito pequena." Ele restaurou a ordem em seu reino fragmentado, reformou o exército macedônio, unindo cavalaria, infantaria ligeira e lanceiros disciplinados, armados com uma sarissa de 4,30m - duas vezes maior que a lança grega tradicional. Numa tentativa de unir Oriente e Ocidente, casou-se com uma persa e conduziu um casamento em massa entre 10.000 soldados macedônios e mulheres persas. Seus sonhos imperiais teriam vida curta. Em 323 a.C., depois de um longo período ocioso, morreu de febre na Babilônia (Iraque). Seu corpo voltou para Alexandria, onde foi colocado em um caixão de ouro. Sem herdeiro para sucedê-lo, seu império se fragmentou em facções que lutavam entre si. 

RELAÇÃO PROFÉTICA DE DANIEL 8 COM ALEXANDRE O GRANDE E SUA VERACIDADE  TEXTUAL. 

O livro de Daniel se divide em duas partes. A primeira metade contém alguns capítulos da história neobabilônica, especialmente aqueles que envolvem Daniel e seus três companheiros (caps. 1-6). A segunda metade do livro apresenta algumas profecias altamente simbólicas e de longo alcance; são chamadas de profecias apocalípticas (caps. 7-12). A primeira parte do livro também tem profecias, mas, à exceção do sonho de Nabucodonosor no capítulo 2, envolvem principalmente pessoas, lugares e eventos locais. As profecias relacionadas com Nabucodonosor no capítulo 4 e com Belsazar no capítulo 5 são mais do tipo da profecia “clássica” encontrada, por exemplo, em Isaías e Jeremias.

A profecia em Daniel 8 começa com o relato daquilo que o reino medo-persa, simbolizado por um carneiro irado, haveria de fazer. O carneiro é identificado como sendo a Medo-Pérsia (Daniel 8:20). Ele é seguido simbolicamente por um bode, representando a Grécia (Daniel 8:2-8, 21). Esse bode começa com um grande chifre, à semelhança de um unicórnio. Esse chifre representa seu primeiro rei ao este iniciar a guerra contra o carneiro persa.

Historicamente, sabemos que esse “chifre” foi Alexandre, o Grande, que reuniu seu exército e invadiu o Oriente Próximo, derrotando os persas e conquistando todo o território numa campanha relâmpago que durou apenas três anos.

Críticos do livro têm argumentado que isso não foi uma profecia, mas apenas uma descrição histórica escrita mais tarde como se fosse uma profecia. Há, porém, uma interessante história nos escritos de Flávio Josefo, historiador judeu do primeiro século, que indica que essa profecia já era conhecida no quarto século a.C., portanto bem antes do tempo no qual os críticos dizem que foi escrita (segundo século a.C.).

A história é a respeito da campanha de Alexandre na costa da Síria e Palestina. A caminho do Egito, ele decidiu sair da rota principal e subir para Jerusalém. Ao chegar lá, um dos sacerdotes tomou o rolo de Daniel e lhe mostrou onde ele se situava na profecia, como o grego que haveria de derrotar o império dos persas. Impressionado por essa referência profética a respeito de si mesmo, Alexandre perguntou aos líderes judeus o que poderia fazer por eles. Pediram-lhe que aliviasse os impostos durante os anos sabáticos, quando os campos eram deixados sem cultivo e nenhuma colheita era possível. Alexandre teria dito que atenderia ao pedido. O relato de Josefo é o seguinte:

“E quando o livro de Daniel lhe foi mostrado, onde Daniel declarou que um dos gregos haveria de destruir o império dos persas, ele supôs que ele mesmo era a pessoa indicada; e, lisonjeado, despediu a multidão. Mas, no dia seguinte, convocou-a e perguntou-lhe que favores gostariam de receber dele. O sumo sacerdote pediu que lhes fosse permitido continuar seguindo as leis de seus antepassados e recebessem isenção dos tributos no sétimo ano. Ele fez como desejavam e quando lhe pediram que permitisse aos judeus da Babilônia e Média a também seguirem suas leis, ele imediatamente prometeu que assim o faria daquele momento em diante.”

Se essa história de Josefo é verídica, então a profecia de Daniel 8, incluindo o detalhe do grande chifre da Grécia que representava Alexandre, já existia no quarto século a.C. Isso não apenas consistiria em evidência de uma data anterior para a composição de Daniel, mas também mostraria que um dos elementos da profecia teve seu cumprimento e foi reconhecido como tal quando aconteceu.

Desnecessário dizer, mais uma vez os críticos da natureza profética de Daniel rejeitam esse relato, tendo-o como não-histórico. Mas, há alguma evidência, no próprio relato, que testifica da natureza histórica do encontro de Alexandre com os sacerdotes em Jerusalém. Essa evidência vem da referência ao ano sabático nesse contexto.

Cerca de uma dúzia de referências a anos sabáticos tem sido encontrada em fontes extra-bíblicas. Tais textos e inscrições mencionam o equivalente a esses anos sabáticos em termos de outros calendários. Assim, uma tabela de anos sabáticos pode ser feita. O encontro com Alexandre ocorreu em 331 a.C. De acordo com a tabela dos anos sabáticos, o próprio ano 331 foi um ano sabático. O fato de a Judéia haver sido tomada pelo rei macedônio fez com que os líderes judeus se deparassem com o problema de ter que lhe pagar impostos. Eles não poderiam fazê-lo, pois naquele ano não teriam qualquer colheita. Assim, o pedido era necessário e urgente.

Esse pequeno detalhe, o pedido baseado no ano sabático, fornece evidência de que o episódio realmente aconteceu e que a transição histórica, que teve lugar naquele momento, fora, de fato, profetizada por Daniel antes que se cumprisse.

0 comentários: