quarta-feira, 1 de agosto de 2012

TRÂNSITO RELIGIOSO NO BRASIL


Resumo do Artigo
TRÂNSITO RELIGIOSO NO BRASIL 
RONALDO DE ALMEIDA
Professor da Escola de Sociologia e Política, Pesquisador do CEBRAP
PAULA MONTERO
Diretora do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, Pesquisadora do CEBRAP 

Por Pastor Chaguri
Na literatura cientifica quando se trata do campo religioso no Brasil, temos um intrigante paradoxo: que é um acumulo de conhecimento sobre o que se tem das inúmeras cosmovisões é observado os ritos as crenças, há formas diferentes de cultos dentro deste processo, mas quando se trata do comportamento dos que frequentam os cultos, neste caso as fronteiras são poucas conhecidas, haja vista a grande circulação de pessoas que passam por elas.  O artigo apresenta que há uma pesquisa do comportamento sexual da população brasileira e percepções do HIV/AIDS realizada no Brasil em 1998, do qual apresenta que 26% da população do Brasil, mudou de religião.  Com isso houve um acréscimo de alternativas religiosas, a fim de alimentar a necessidade deste religioso em transito. 
Como uma capa existe uma contradição entre os especialistas deste campo no que diz para interpretação cientifica.
 O que tem com esse trânsito religioso, levou a diversidade de religiões e observar o mesmo como mercado, onde o capitalismo invadiu estes.  Onde a necessidade dos adeptos se encaixa na linha do mercado. Do qual eles têm buscado alternativas diversas para que essas necessidades sejam de alguma forma suprida. O que se vê é que muitas religiões tradicionais estão em reinvenção para que adapte no mercado.
Um exemplo que o articulista apresenta é o da Igreja Universal, que aparentemente vem de uma visão evangélica-pentecostal com o também o afro-kardecista. Isto é um claro segmento de uma adaptação do mercado transitório, preencher as necessidades de todos. O que a literatura especializada o denominou como economia do transito religioso.
Esta questão do transito religioso foca para dois movimentos: Em primeiro, para a grande massa de circulação de pessoas por varias instituições religiosas. Em segundo, a mudança de praticas e crenças destas instituições do qual se torna objeto de estudos.
Este problema apresenta dois níveis de analise conforme o articulista: “um propriamente institucional, que descreve a mudança das filiações; e outro mais cognitivo, que mostra as semelhanças e as diferenças entre as representações dos universos religiosos”.
Diante de tal bojo o artigo apresenta que em seu primeiro momento ele busca mostrar a situação das principais tradições religiosas e suas características e em um segundo momento e apresenta compreender alguns fluxos de preferências nesse trânsito religioso. Sendo que o articulista propõe apontar um fluxograma exploratório deste transito religioso ocorrido no Brasil nestes últimos anos.
CARACTERIZAÇÃO SOCIOECONÔMICA DOS RELIGIOSOS
 O que tem mostrado é que nos últimos anos os católicos são os que mais perderam fies, ainda assim o catolicismo é a maior religião do Brasil com 67% da população, tendo um maior numero entre o norte e nordeste. O que é uma demonstração de pessoas que herdarem dos pais e quando mudam é em uma idade mais madura. Esses dados têm como base censitários de 1980 e 1991.
O que tem se visto é que o catolicismo tem pedido fieis e em contra partida também tem ocorrido um aumento de outras religiões muito além da sua capacidade atração de novos adeptos.

O artigo divide o País em três grandes regiões: primeiro: Centro X,  segundo: NorNor e Terceiro: SulX, do qual o primeiro, os católicos têm uma participação dentro media do País, o Segundo plano, a participação dos católicos está acima da media, o Terceiro está abaixo da media nacional. E ainda o Centro-Oeste recebeu uma forte migração nos últimos anos, sendo que boa parte é formado de evangélicos vindos do Sul do País. 
Em termos educacionais, os católicos por ser maioria obedecem ao padrão nacional. Outra questão importante é que muitos conforme o artigo apresenta têm outras praticas religiosas, mas se consideram católicos. Estes também são adeptos ao candomblé, umbanda, espiritismo e etc. Estes ainda se caracterizam como aqueles “não praticantes”, dos quais em termos sociológicos sem muita precisão. Estes são os que de alguma forma não se envolve em si com a religião, mas os ritos do catolicismo estão arraigados na vida deles, como por exemplo: batismo, casamentos e enterros, o que vale mais como um significado de tradição em si do que propriamente como um fiel membro. Isso se dá por causa da falta de apoio aos serviços religiosos e a falta de ações mais comunitárias. Diante de tal situação, 30,7% freqüentam algum serviço religioso anualmente e 20,3 mais de uma vez ao mês. Aos afro-brasileiros, o artigo apresenta que a questão “nunca freqüenta serviços religiosos”, esse valor corresponde à zero. Do qual o articulista diz que o candomblé e a umbanda a religião está ligada ao fiel pelas praticas de rituais.
Conforme os dois últimos Censos Demográficos, os pentecostais são os que apresentam a maior taxa de crescimento, e também é o segundo maior grupo com 11,85 da população.  Dos quais 63,75 são mulheres sendo que a proporção feminina no Brasil em relação à população é 52,3%. Conforme o artigo pelo menos 65,2% dos pentecostais são pessoas com apenas o ensino fundamental incompleto, sendo que na população brasileira é de 46%.

MOBILIDADE DOS RELIGIOSOS
Tudo isso é o resultado de um transito religioso pelo menos nos últimos Trinta anos.  As mulheres têm um nível de filiação maior do que os homens. Mas por incrível que parece, as mulheres são as que mais mudam direcionadas para outras religiões.
O artigo mostra que no Sulx, foi o local onde as pessoas mais mudaram de religião, fazendo com que saltasse acima da media nacional. O que mostra também que os muito pobres e com pouca escolaridade e os muito ricos com alta escolaridade são apontados no presente artigo que mudaram menos de religião.
Conforme o articulista os católicos são os que mais perderam, em seguida vem os sem religião, os protestantes históricos, os pentecostais e pouquíssimos Kardecistas e afro-brasileiros.  Sendo que os que mais receberam pessoas foram os pentecostais.
Destes que mudaram de religião, quais foram às principais conexões entre as alternativas religiosas? O pesquisador partiu da idéia de qual a religião do entrevistado e qual ele foi criado. Assim o articulista analisa em dois momentos: como sendo pontos de recepção e emissão de fiéis.
Assim um grupo formado por católicos, que na realidade é onde todos se arregimentam. Sendo que boa parte destes migram para o pentecostalismo. O mais interessante é que boa parte das pessoas entrevistadas que aderiram para o catolicismo não vieram de nenhuma outra religião. Um catolicismo pela tradição.  Entretanto os Kardecistas navegam do catolicismo, dos quais 95,4% afirma o artigo que vieram do catolicismo.
Este fluxo do catolicismo é demonstrado no artigo como Kardecistas tal quais os afro-brasileiros, não se deixa identificar como cristãos e católicos chamados de católicos espíritas.
Diferente são os afro-brasileiros, que quando deixam às religiões afro-brasileiras, eles se declaram como sendo sem religião.  E os sem religião são com receptores universais, recebem gente de todas as confissões. Tem suas crenças e costumes, mas não se declara de nenhuma religião especifica.
O artigo apresenta que os protestantes históricos têm pedido adeptos, mas diferente dos católicos, eles quando deixa suas religiões se declara sem religião. E os pentecostais tem tido um amento semelhante como os de sem religião e que buscam seus fiéis nas estruturas sócias.  O articulista mostra que os pentecostais pouco chama a atenção dos Kardecistas, isso mostra que é por questões de estruturas sociais.
O afro-brasileiro é o foco dos pentecostais uma vez que são alvos para evangelização, quando o modelo religioso é combatido.
O que tem ocorrido é que o fluxo religioso tem acontecido das igrejas consideradas históricas para as igrejas pentecostais. O artigo mostra que este trânsito religioso é mais amplo e faz com que a trajetória do indivíduo leve com ele os costumes anteriormente aderidos.





2 comentários:

Bem-Vindo disse...

Parabéns Pastor Chaguri pelo breve comentário. E devo dizer que essa matéria existiu e continuará a existir temas pertinentes a este assunto enquanto o ser humano continuar buscando satisfação do seu próprio ego, e não como o apóstolo Paulo dizia: "importa que eu agrade a Deus e não a homens!" ((1 Ts.2:4))

Marcos Christofoletti disse...

Parabéns Pastor Chaguri pelo breve comentário. E devo dizer que essa matéria existiu e continuará a existir temas pertinentes a este assunto enquanto o ser humano continuar buscando satisfação do seu próprio ego, e não como o apóstolo Paulo dizia: "importa que eu agrade a Deus e não a homens!" ((1 Ts.2:4))