quarta-feira, 26 de outubro de 2011

OS 1.260 DIAS (Apoc. 11 e 12).

Um dos elementos importantes da interpretação acima sobre Apoc. 11 foi o acordo dos vários períodos em Apoc. 11 e 12 — os 1.260 dias e 42 meses no capítulo 11, junto com os 1.260 dias do capítulo 12 — período da fuga da mulher (entendida como sendo a Igreja verdadeira) para o deserto por 1.260 dias — o equivalente a “um tempo, dois tempos, e metade de um tempo” (vv. 6, 14). A equivalência é de 3½ anos = 42 meses = 1.260 dias (tomando-se 30 dias para cada mês). Com isso eles ligavam também os três tempos e meio referidos em Daniel como o período da perseguição dos “santos do altíssimo” pela ponta pequena (Dan. 7:25) e como o tempo da dispersão do povo santo (Dan. 12:7). Foi essa contagem dos tempos que trouxe convicção às exposições da profecia que apontava os cumprimentos finais no fim do século dezoito.
Desde os tempo dos Lolardos e especialmente de Lutero em diante, o período era visto como o tempo de perseguição dos dissidentes pelo anticristo da ponta pequena — um período de 1.260 anos de supremacia Papal, quando a verdadeira Igreja foi escondida no “deserto” da ira do poder perseguidor. A data do fim deste período, em meados da Revolução Francesa, variou — 1794, 1789, 1798 — mas, após a captura e exílio do Papa em 1798, essa última data tornou-se popular para se datar o fim, com o início do período do tempo de Justiniano, visto em conexão com estes decretos que reconheciam a supremacia Papal sobre toda a Igreja.
Desta forma, no tempo do Movimento Milerita, houve um sentimento generalizado de que a data de 1798, ou seus meados, marcou um cumprimento profético e o início do “tempo do fim” de Daniel 12, quando a ciência se multiplicaria. Os 1.260 e 1.335 dias de Daniel 12 eram relacionados (variadamente por diferentes escritores) com os 1.260 dias sendo estes 1.260 anos. Os Mileritas colocaram o fim dos 1.260 e 1.290 dias em 1798 e o fim dos 1.335 dias como se estendendo até 1843.
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