quinta-feira, 13 de outubro de 2011

CIDADE DE REFÚGIO.

Uma das seis cidades designadas em Canaã, 3 em cada lado do Jordão, onde alguém culpado de assassinato não-intencional tinha o direito de encontrar refúgio (Núm. 35:9-34). As seis cidades — Bezer, Ramote-Gileade, e Golã a Leste do Jordão (Deut. 4:41-43), e Hebrom (Quiriate-Arba), Siquém, e Quedes em Naftali, a Oeste (Jos. 20:7) — foram escolhidas para facilitar a fuga de uma pessoa perseguida em seus esforços por alcançar um lugar de segurança. Onde quer que morasse, ninguém precisaria correr mais de 48 quilômetros a fim de alcançar uma cidade de refúgio. Geralmente, a distância seria consideravelmente menor. As seis eram cidades Levitas, isto é, cidades designadas aos Levitas, responsáveis pela ministração da justiça.
Em uma sociedade comparativamente primitiva, onde a lei de “olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe” (Ex. 21:24, 25) prevalecia, onde o processo de justiça não tinha sido desenvolvido e tornado acessível por toda a parte, quem tivesse inadvertidamente ou acidentalmente tirado a vida humana estaria sob a misericórdia dos parentes da vítima que, no calor da paixão, poderiam não discernir entre um assassinato acidental de um proposital. A pretensa lei do vingador exigia que o parente homem mais velho da vítima vingasse sua morte. Um fugitivo buscando a proteção de uma das cidades de refúgio tinha direito a um julgamento e, se fosse inocente, deveria permanecer ali até a morte do Sumo Sacerdote. Aparentemente, a ascensão de um novo Sumo Sacerdote inaugurava uma nova era que apagava qualquer processo legal da era anterior (Núm. 35:28) — uma provisão sábia que evitaria hostilidades familiares de uma geração para outra.
Twitter: @prchaguri

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