sexta-feira, 3 de setembro de 2010

VIDA ETERNA!! VOCÊ DESEJA???


A vida sem fim prometida àqueles que crêem em Jesus Cristo e recebem Sua graça salvadora (João 3:15 e 16; Tito 1:2; I João 5:11). A palavra hebraica ‘ôlam, comumente traduzida por “eterna” ou “perpétua” significa basicamente “alguma coisa escondida”, e deste modo, designa um longo tempo, cujos limites são desconhecidos ou “escondidos”. A duração de ‘ôlam é sempre relativa ou determinada por aquilo a que se aplica. Assim, ‘ôlam pode referir-se ao período de uma vida (Êxo. 21:6) ou a um período cujo início perde-se na antigüidade (Gên. 6:4; Jos. 24:2: Prov. 22:28). Quando usada como representação de sono significa morte (Jer. 51:39). Quando aplicada a Deus, seu significado é ilimitado (Sal. 90:2; Isa. 40:28). A expressão “vida eterna” (chayyê ‘ôlam) ocorre no A.T. apenas em Dan. 12:2. Compare o v. 7, onde Deus é caracterizado como chê ha-ôlam, “aquele que vive eternamente”. Portanto, a implicação contextual é que a vida eterna está na vida de Deus. A mente hebraica concebia o Deus vivo em um tempo sem limite, e não abstratamente no sentido de ser além do tempo. A mesma mente também concebe que aquele a quem Deus ressuscitar, assim viverá.
O termo grego correspondente a ôlam é aión, também designativo de uma longa mas relativa extensão de tempo sendo, portanto, uma tradução adequada de ôlam na LXX. Entretanto, com Platão, aión veio também defender o conceito abstrato e qualitativo de “eternidade” em contradistinção a tempo — uma situação atemporal a que as limitações de tempo não se aplicam. Sugeriu-se que o N.T. dá a aión ambas as dimensões qualitativa e quantitativa, particularmente, nos escritos de João, onde a expressão “vida eterna” é evocada freqüentemente (João 3:16; 5:24; 17:2; I João 1:2, etc.).
Freqüentemente refere-se à “vida eterna” simplesmente como “vida” (zoe), ou “a vida” (grego he zoe). A vida eterna é assegurada àqueles que “crêem”, ou seja, àqueles que têm fé (João 3:16; 11:25 e 26); o objetivo particular da vinda de Cristo foi torná-la disponível ao homem (cap. 6:51, 57 e 58; 14:6, 19), conhecer a Deus e a Seu Filho, Jesus Cristo, é a vida eterna (cap. 17:3).
Em João, duas dimensões de vida eterna estão especialmente entretecidas: vida eterna como um dom, em princípio, quando um homem crê em Cristo (cap. 5:24, ele tem a vida eterna), e como uma possessão literal a ser concedida, na realidade, na parousia (cap. 5:28 e 29). Comentando sobre essas duas dimensões, Ellen G. White declarou:

E o testemunho de Jesus é este; que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em Seu Filho. “Quem tem o filho tem a vida”. (I João 5:11 e 12) e Jesus disse: “Eu o ressuscitarei no último dia”. Cristo tornou-se uma carne conosco, a fim de podermos nos tornar um em espírito com Ele. É em virtude dessa união que havemos de ressurgir do sepulcro — não somente como manifestação do poder de Cristo, mas porque, mediante a fé, Sua vida Se tornou nossa. Os que vêem a Cristo em Seu verdadeiro caráter, e O recebem no coração, têm vida eterna. É por meio do Espírito que Cristo habita em nós; e o Espírito de Deus, recebido no coração pela fé, é o princípio da vida eterna. (DTN, 370).

O ponto de vista adventista considera a vida eterna “exclusivamente como propriedade de Deus” (Ellen G. White em SDABC, 5:1130). Foi dada a Adão condicionalmente através da árvore da vida (Gên. 2:9; 3:22; PP, 60). Ele perdeu a vida eterna por causa de seu pecado, mas ela é restaurada por Cristo sob condição de “perfeita justiça, harmonia com Deus, perfeita conformidade com os princípios de Sua lei” (MDC, 76). É nossa agora se estivermos em Cristo (I João 5:11 e 12). Nós a possuímos agora mediante condição de nos mantermos ligados a Ele.
Em certo sentido, a vida eterna é uma recompensa aos obedientes mas não é merecida, uma vez que é um “dom gratuito” àqueles que crêem em Cristo como seu Salvador pessoal (IME, 297). . A eternidade é concebida como um tempo ilimitado no qual os salvos terão ampla oportunidade de aprender cada vez mais em relação ao propósito infinito de Deus para eles, apreciar e estudar as maravilhas do Universo e realizar suas mais elevadas ambições.

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