segunda-feira, 23 de agosto de 2010

PECADO IMPERDOÁVEL!


Expressão não encontrada na *Bíblia, mas baseada em algumas passagens tais como Mat. 12:31, onde *Jesus Cristo ensina que “a blasfêmia contra o *Espírito Santo não será perdoada” (Mat. 12:31; Luc. 12:10). Essa afirmação foi feita em resposta a uma declaração dos judeus por certos fariseus que, após testemunharem uma cura realizada por Jesus, disseram: “Este expele demônios pelo poder de Belzebu, o maioral dos demônios” (Mat. 12:22-24; Mar. 3:22-30). Os fariseus tinham expressado esse sentimento em outra ocasião (Mat. 9:34). Essa atitude foi tomada face à inegável evidência dada a eles de Seu divino poder: a santidade de Sua vida, que eles poderiam apenas reconhecer, o que firmemente admitiram mais tarde (João 8:46), Sua cura sobrenatural dos doentes (Mat.8:14-17; Mar. 1:29-34; Luc. 4:38-40), as expulsões de demônios (Mat. 9:32, 33; Mar. 1:21-28) e as ressurreições que realizara. Porém, recusando admitir a divindade de Cristo e ao ativamente se oporem a Ele (Mar. 3:2, 6; Luc. 5:21), eles se colocaram em uma posição em que eram forçados a explicar Sua obra em outras bases não-divinas, a assim reputaram a Satanás a obra de Deus, fechando suas mentes à evidência do Espírito Santo (Mat. 12:25-29). O Espírito Santo imprime a verdade na mente e coração (João 14:17; 16:13) e convence do pecado (João16:8). Mas, embora Deus seja “longânimo e grande em misericórdia” (Núm. 14:18), “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento (II Ped. 3:9), Seu Espírito não trabalhará para sempre no coração empedernido (Gên. 6:3).
Se a verdade é persistentemente resistida e recusada, a voz do Espírito Santo cessa de ser ouvida e a alma é deixada em terrível escuridão. Isso é possivelmente a condição à qual Paulo se referiu quando descreveu certas consciências “cauterizadas” (I Tim. 4:2). Para um homem culpado pelo pecado contra o Espírito Santo, a *Porta da Graça já se fechou e “já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo” (Heb. 10:26, 27; Judas 12, 13). Esta foi a terrível condição do Rei Saul (I Sam. 16:14; cf. 28:6), Esaú (Heb. 12:16, 17) e Judas (veja João17:12), como será a condição de todos os impenitentes (Apoc. 22:11). Paulo solenemente advertiu seus leitores a não “apagar” (gr. sbennumi, “extinguir”, “jogar fora”, “abafar”, “suprimir”) o Espírito Santo (I Tess. 5:19), “no qual fostes selados para o dia da redenção” (Ef. 4:30).

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