quinta-feira, 5 de agosto de 2010

NOÇÕES DA CONTEXTUALIZAÇÃO NA PREGAÇÃO DO EVANGELHO

Na contextualização, a mensagem do Evangelho não fica confinada apenas à questão de levar as boas-novas de Salvação. Em realidade, é muito mais do que isso. É envolver o ser humano no Evangelho, ou seja, significa que ele foi comunicado, entendido, vivido e produziu frutos. Deus (Pai, Filho e Espírito Santo), “está envolvido com a raça humana e trabalha em seu coração tornando homens e mulheres novas criaturas, para que o Evangelho, a Palavra Eterna, transforme vidas, sociedades e culturas”.
Missiologia e Teologia não devem ser tratadas como áreas separadas de estudo, mas sim como disciplinas complementares. A Teologia coopera com a igreja ao fazê-la entender o sentido da Missão e fornece-lhe base para um Evangelho compreensivo. A Missiologia, por sua vez, dirige os teólogos para o plano redentivo de Deus, e os ajuda a compreender as Escrituras a partir do pressuposto de que há um propósito para a existência da igreja. Deve ela adaptar, encarnar e transferir a mensagem por meio de palavras, exemplos e obras de Cristo como o Verbo de Deus. Com a Palavra do Senhor revelada a toda a raça humana, tendo um Deus que não faz acepção de pessoas, status, raças ou crenças, mostra-se que todos são convidados por Ele a se identificarem com as verdades bíblicas.
Deve-se trabalhar a forma de aplicar o Evangelho ao mundo, mas há que se manter a essência. Assim as formas poderão ser variadas para que o Evangelho derrube as barreiras de separação. Isso não quer dizer que a essência seja outra.
Existe, portanto, a necessidade de entender em que tempo e lugar estamos inseridos. Precisa haver um respeito à cultura que una os homens acima dela.
“Há algo que faz com que a mensagem cristã se mova, circule e vá de uma cultura para outra. Sua característica fundamental é a ‘compatibilidade’. É uma mensagem ‘compatível’ com qualquer cultura, e por isso a mensagem cristã tem podido ser apresentada a uma variedade incrível de culturas."
A contextualização ou conformidade busca formas adequadas para que a mensagem prossiga, sem os ruídos comunicativos. Sempre é bom lembrar a estratégia de partir do conhecido para desconhecido.
O apóstolo Paulo trabalhou bem esse contexto quando disse: “Fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus. Para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me fraco para com os fracos. Fiz-me tudo para com todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.” (I Co 9:20-22).
A inserção verdadeira na missão diz respeito às necessidades das pessoas na sociedade, bem como em seu relacionamento com Deus. Paulo tinha esse diferencial. Ele apresenta um Evangelho puro, trabalhando com as necessidades que envolvem as macroestruturas sociais, econômicas e políticas da sociedade.
Por
Pastor Chaguri
Mestre em Missiologia

1 comentários:

CONVICTOS OU ALIENADOS? disse...

Pastor,

Já estou seguindo seu blogue. Espero sua visita no meu espaço.

Abraços.