sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Será Encontrada a Arca do Concerto?


Declaração preparada em 1962 por R. L. Odom, Editor do Index, e atualizada pelo Ellen G. White Estate, em 1989.
Ao examinar as declarações do Espírito de Profecia a fim de responder a questões concernente à Arca do Concerto desaparecida e as tábuas da Lei de Deus, é essencial que tenhamos em mente o fato de que existiram duas Arcas do Concerto – uma no Santuário Terrestre, e a outra no Santuário Celestial e que em cada uma delas, um conjunto de tábuas de pedras em que o decálogo foi escrito. Ambas as arcas e ambos os conjuntos da Lei de Deus foram escondidos dos olhos humanos. Portanto, é necessário saber qual desses dois conjuntos dos Dez Mandamentos serão trazidos à visão dos habitantes da terra no futuro.
O Decálogo em tábuas de pedra no Santuário Celestial
Os Dez Mandamentos foram escritos em tábuas de pedra e guardados na Arca do Concerto no Santuário Celestial bem como em tábuas de pedras e preservados na Arca do Santuário Terrestre. Isso é ensinado na seguinte declaração de Ellen G.White:
“Foi-me então ordenado que observasse os dois compartimentos do santuário celestial. ... Levantou-se o véu e eu olhei para o segundo compartimento. Vi ali uma arca que oferecia a aparência do mais fino ouro. Os bordados em redor da parte superior da arca eram um lavor lindíssimo representando coroas. Na arca havia tábuas de pedra contendo os Dez Mandamentos.” Primeiros Escritos, pp. 251-252.
“O Senhor deu-me uma visão do Santuário Celestial. O templo de Deus estava aberto no Céu e
vi a Arca de Deus coberta pelo propiciatório. Dois anjos estavam um de um lado e outro de outro com suas asas sobre o propiciatório e suas faces voltadas para ele. Isso, informou-me meu anjo acompanhante, representava toda a hoste celestial olhando com reverente terror para a lei de Deus, que tinha sido escrita pelo dedo de Deus.
“Jesus levantou então a tampa da arca e eis as tábuas de pedra com os Dez Mandamentos sobre elas escritos” Life Sketches, p. 95.
“O Senhor, porém, me deu uma visão do santuário celestial, em que o templo de Deus foi aberto
no Céu, e foi-me mostrada a arca de Deus... Jesus levantou a cobertura da arca, e contemplei as
tábuas de pedra em que os Dez Mandamentos estavam escritos” Testemunhos para a Igreja, vol.
1, p. 76.
Descrevendo uma visão dada a ela do Santuário Celestial e da obra final de Cristo no lugar
Santíssimo, Ellen G.White declarou: “Representou-me que os remanescentes seguiram pela fé a Jesus ao lugar santíssimo, viram a arca e o propiciatório e ficaram encantados com sua glória. Jesus levantou então a tampa da arca e eis as tábuas de pedras com os Dez Mandamentos sobre elas escritos” Primeiros Escritos, p. 255.
“A Arca contendo a Lei de Deus, o altar de incenso e os outros instrumentos de serviço encontrados no Santuário Terrestre, têm também seus representativos no Santuário Celestial. Na santa visão, o apóstolo João recebeu permissão para entrar no céu, e lá ele viu o castiçal, o altar de incenso e, ‘ao ser aberto o templo de Deus’, ele viu a ‘Arca do Seu Testamento’ (Apoc. 4:5; 8:3; 11:9)” Spirit of Prophecy, vol. 4, p. 261.
“No templo celestial, morada de Deus, acha-se o seu trono, estabelecido em justiça e juízo. No lugar santíssimo está a sua lei, a grande regra da justiça, pela qual a humanidade toda é provada. A arca que encerra as tábuas da lei, a grande regra da justiça, pela qual a humanidade toda é provada. A arca que encerra as tábuas da lei se encontra coberta pelo propiciatório, diante do qual Cristo, pelo Seu sangue pleiteia em prol do pecador” O Grande Conflito, p. 455, edição de 1981.
“A arca do tabernáculo terrestre continha as duas tábuas de pedra, sobre as quais se achavam inscritos os preceitos da lei de Deus. A Arca era um mero receptáculo das tábuas da lei, e a presença desses preceitos divinos era que lhes dava valor e santidade. Quando se abriu o templo de Deus no céu, foi vista a arca de seu testemunho. Dentro do Santo dos Santos, do Santuário Celestial, acha-se guardada sagradamente a lei divina – a lei que foi pronunciada pelo próprio Deus em meio dos trovões do Sinai e escrita por Seu próprio dedo nas tábuas de pedra”. O Grande Conflito, pp. 433, 434, edição de 1981.
O conjunto original está guardado na arca, no Céu
O conjunto de tábuas dos Dez Mandamentos mantido na Arca do Concerto no Santuário Celestial, é o grande original, enquanto o conjunto guardado na Arca no Santuário Terrestre é uma reprodução ou cópia celeste. Tal é o ensino exarado nas seguintes declarações no Espírito de Profecia.
“Mente e corações injuriosos têm pensado poderem mudar os tempos e as leis de Jeová; mas,
seguros nos arquivos celestes, na arca de Deus, estão os originais dos mandamentos, escritos
sobre as tábuas de pedras. Nenhuma potestade terrestre tem poder para tirar estas tábuas de
seu sagrado esconderijo, sob o propiciatório.” Comentário Bíblico do Sétimo Dia, vol. 7, p. 972
(Signs of the Times 28/ 02/ 1878).
“Não useis vossa influência contra os mandamentos de Deus. Aquela lei é justamente como Deus a escreveu no templo do céu. Muitos podem calcar sobre sua cópia aqui na terra, mas o original está guardado na arca de Deus no céu; e sobre a tampa dessa arca e exatamente sobre aquela lei, está o propiciatório. Ali, perante a arca, está Jesus a mediar pelo homem.” Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 1109.
“[Os Adventistas] Pela fé haviam seguido o seu rumo do Santo para o Santíssimo, e viram-nO oferecendo o seu sangue diante da arca de Deus. Dentro da sagrada arca está a lei do Pai, a mesma proclamada pelo próprio Deus em meio aos trovões do Sinai, e escrita com o Seu próprio dedo em tábuas de pedra. Nenhum mandamento foi anulado; nenhum jota ou um til foram mudados. Conquanto Deus concedesse a Moisés uma cópia de sua lei, preservou o Grande
Original Celeste.” Spirit of Profecy, vol. 4, pp. 273, 274 (História da Redenção, pp. 379, 380). “Ninguém poderia deixar de ver que, se o Santuário terrestre era uma figura ou modelo Celestial, a lei depositada na arca, na terra, era uma transcrição exata da lei na Arca que está no céu, e que a aceitação da verdade concernente ao Santuário Celestial envolvia o reconhecimento das reivindicações da Lei de Deus, e da obrigatoriedade do Sábado no quarto mandamento (...) Aí estava o segredo da oposição atroz e decidida à exposição harmoniosa das Escrituras, que revelavam o ministério de Cristo no Santuário Celestial.” Historia da Redenção, pp. 380, 381; O Grande Conflito, p. 435, edição de 1981.
“A lei de Deus no Santuário Celeste é o grande original de que os preceitos inscritos nas tábuas de pedra, registrados por Moisés no Pentateuco era uma transcrição exata.” O Grande Conflito, p. 434, edição de 1981.
A Lei guardada no Santuário Terrestre foi escondida com a arca numa caverna O conjunto de tábuas que foi guardado no Santuário Terrestre, estava na Arca, quando esta foi escondida por homens justos em uma caverna, pouco antes da destruição do templo pelos Babilônios no tempo de Jeremias. Porém, as seguintes declarações do Espírito de Profecia não mencionam Jeremias
como tendo pessoalmente parte no esconderijo da Arca:
“Antes do templo ser destruído, Deus fez saber a alguns de seus fiéis servos o destino do templo, que era o orgulho de Israel, e por eles referido por idolatria, ao mesmo tempo que estavam pecando contra Deus. Também lhe revelou o cativeiro de Israel. Estes homens justos, exatamente antes da destruição do templo, removeram a sagrada Arca que continha as tábuas de pedra, e com lamento e tristeza esconderam-na numa caverna, onde devia ficar oculta ao povo de Israel por causa de seus pecados, não mais sendo-lhes restituída. Esta sagrada arca ainda está oculta, jamais foi perturbada desde que foi escondida” Spiritual Gifts, vol. 4, pp. 114, 115 (1864); Spirit of Profecy, vol. 1, p. 414, (1870); História da Redenção, p. 195.
“Entre os justos que ainda restavam em Jerusalém, a quem tinha sido tornado claro o propósito divino, alguns havia que se determinaram colocar além do alcance das mãos cruéis, a sagrada Arca que continha as tábuas de pedra, sobre a qual haviam traçado os preceitos do decálogo. Isto eles fizeram. Com lamento e tristeza esconderam a arca numa caverna onde deveria ficar oculta do povo de Israel e de Judá por causa de seus pecados, não mais sendo-lhes restituída. Esta sagrada arca ainda está oculta. “Jamais foi perturbada desde que foi escondida.” Profetas e
Reis, p. 436 (1989). Grifos acrescentados.
“Quando o juízo assentar-se”
De acordo com o Espírito de Profecia, aproxima-se o tempo quando as tábuas de pedra em que os Dez Mandamentos estão escritos serão traduzidas a vista dos habitantes da terra. Todas as declarações conhecidas por Ellen G. White sobre este assunto estão dispostas em ordem cronológica:
“Teorias humanas são exaltadas, honradas e postas onde Deus e sua lei deveriam estar. Mas... “Deus não quebrará seu concerto, nem alterará aquilo que saiu de seus lábios. Sua palavra permanecerá firme para sempre, tão inalterável como Seu trono. Por ocasião do juízo, este concerto será manifesto, claramente escrito com o dedo de Deus; e o mundo será citado perante a barra da justiça infinita para receber a sentença.” Uma vida medida pela vida de Deus por obediência e morte por transgressão. Manuscritos 82, 1899. (Review and Herald, 20/11/1913); Patriarcas e Profetas, p. 182 (1989).

“Com seu próprio dedo, Deus escreveu os Seus Mandamentos em tábuas de pedra. Essas tábuas não foram deixadas aos cuidados dos homens, mas foram postas na arca; e no grande dia em que cada caso estiver selado, essas tábuas escritas com os Dez Mandamentos serão mostradas para que o mundo inteiro possa ver e entender. Seu testemunho para elas será inquestionável.” Carta 30, (1900). Manuscript Releases 1401. vol. 19, p. 265.
“O precioso registro da lei foi colocado na Arca do Testamento e está lá ainda seguramente escondida da família humana. Mas no tempo apontado por Deus Ele trará essas tábuas de pedra a fim de serem testemunho para todo o mundo contra o desdém para com Seus Mandamentos e contra o culto idolátrico de um falso sábado.” Manuscript Releases 122, 1901. (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.1, p. 1109).
“Quando o templo de Deus for aberto, que triunfo não será para aqueles que foram fiéis e verdadeiros! No templo será vista a Arca do Testamento em que foram postas as duas tábuas pedras nas quais foram escritas a Lei de Deus. Essas tábuas de pedras serão tiradas de seu esconderijo e sobre elas serão vistos os Dez Mandamentos gravados pelo dedo de Deus. Essas tábuas de pedra fora da arca do testamento serão um testemunho para a verdade para os requisitos da lei de Deus.” Carta 47, 1902. (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7,
p. 972).

IGREJA ADVENTISTA CENTRAL DE OSASCO

BABILÔNIA SIMBÓLICA.


Uma designação misteriosa no Apocalipse (Cap. 14:8; 16:19; 17:5; 18: 2,10, 21) para as organizações religiosas apóstatas em oposição a Cristo e a Seu povo na Terra, especialmente durante a fase final do longo conflito entre o bem e o mal. *Babilônia é variadamente identificada como a “grande cidade”, que governa sobre os reis da Terra; como a “grande meretriz” e “mãe das prostitutas” (cap. 16; 17:1, 5 e 18). *Adultério é uma metáfora usual do *Antigo Testamento para religião apóstata (por exemplo, Eze 16:15 pp.; 23:2, 3 pp.; Os. 4:15). O revelador declara que “Babilônia caiu” (Apoc. 14:8; 18:2), seduziu os “reis da terra” que com ela cometeram fornicação (cap. 17:2); incitou os habitantes da terra a se “embebedarem com o vinho de sua prostituição” (cap. 17:2; 19:2) iludiu as nações com sua “feitiçarias” (cap. 18:23). Ele a representa como “embriagada com o sangue dos santos, e com o sangue dos mártires de Jesus” (cap. 17:5, 6; 18:24; 19:2). Seus pecados consistem de orgulho e arrogância (cap. 17:4; 18:7, 16), desafio a *Deus e *Perseguição a seu povo na Terra (cf. cap. 16:19; 17:6; 18:24) e aliança ilícita com os poderes políticos da Terra (cap. 17:2, 3; 18:9). Ele nota que “seus pecados” eventualmente se acumularam até o *Céu e chegou o tempo de Deus julgá-la (cap. 16:19; 18:5, 6; 19:2). Por esse motivo, Deus chama seu povo para sair de Babilônia, a fim de evitar a cumplicidade em seus “pecados” e as “pragas”. Ele está prestes a visitá-la (cap. 18:4). Desiludidos, os reis da Terra voltam-se contra ela e a destroem (cap. 17:14, 16, 17; cf. 18:19, 21; 19:3). Desse modo, Deus vinga Seu povo com relação à Babilônia (cap. 18:20; 19:2).
Babilônia é “um nome de mistério” (cap. 17:5), isto é, um título enigmático ou figurativo; por conseguinte, a designação “Babilônia mística”, é usada com freqüência. Esse nome simbólico conota o fato histórico de que nos tempos do Antigo Testamento a Babilônia literal era o arquiinimigo do povo do *Concerto de Deus. A Babilônia mística deve ser compreendida nos termos do papel desempenhado por seu contraponto histórico nos tempos do Antigo Testamento (Veja SDABC, 7:866, 869). O nome babilônio Bâb-ilu (Babel ou Babilônia) significava “portão de ouro”. Nos tempos antigos, o portão da cidade era o lugar onde visitantes oficiais conduziam negócios públicos. O nome Bâb-ilu refletia a crença de que a Babilônia era o lugar escolhido pelos deuses para se encontrarem com os homens e os reis babilônicos afirmam que os deuses os haviam comissionado para governar o mundo. Em hebraico, a palavra Bâb-ilu estava depreciativamente associada ao termo “balal”, “confusão” — uma lembrança de que Deus havia confundido o discurso dos construtores de Babel (Gên. 11:9).
Do tempo de sua fundação por Ninrode (Gên. 10:9,10; 11:1-9), Babilônia caracterizava-se por sua descrença no verdadeiro Deus e desafio à Sua vontade. Sua torre era um monumento à *Apostasia, e a cidadela de rebelião contra Ele. Isaías identifica Lúcifer como o rei de Babilônia (Is. 14:4, 12-14) e sugere que Satanás tornou Babilônia o centro e agente de seu plano principal para assegurar o controle da raça humana, assim como Deus se propôs a trabalhar através de Jerusalém para realizar Seu plano para esse mundo. Através dos tempos do Antigo Testamento, as duas cidades tipificavam as forças do bem e do mal em ação no mundo. No Apocalipse, a Babilônia mística apresenta-se em contraste com a Nova Jerusalém, “a noiva de Cristo, vestida com linho fino, branco e puro: ... justiça dos santos, em contraste com o vestido sensual e brilhante de Babilônia (cap. 19:8; cf. 17:4; 18:7, 16). Nabucodonosor II fez de Babilônia uma das maravilhas do mundo antigo, intencionando que seu reino fosse universal e eterno (Dan. 3:1, 4-30) através dos séculos. Após sua destruição por Xerxes, a cidade, gradualmente, perdeu seu brilho e importância, e no tempo em que João escreveu o Apocalipse, era virtualmente uma ruína desolada e, desse modo, uma ilustração gráfica do destino impendente da Babilônia mística.
Nos primórdios do primeiro século A.D., os cristãos referiam-se a Roma através do título misterioso de Babilônia (Veja I Ped. 5:13). Os judeus estavam sofrendo sob o governo de Roma tal qual haviam sofrido previamente sob Babilônia, e os cristãos estavam sofrendo perseguições esporádicas também. Para evitar retaliação, judeus e cristãos começaram a usar “Babilônia” como um nome secreto para Roma imperial (Veja Sibyllines Oracles — Oráculos Sibilinos) 5:155-161; II Baruque 11:1; Jewish Midrash Rabbah on Canticles 1:6) (“Eles chamavam Roma de Babilônia”), Soncino ed., p. 60.
Os pais da Igreja dos primeiros séculos, como por exemplo Tertuliano (Against Marcion iii, 13) e Irineu (Adversus Heresus [Contra Heresias], v. 26. 1), aplicaram o termo “Babilônia”, no Apocalipse, à cidade de Roma ou ao império. Joaquim de Floris (d.1202) esteve entre os primeiros a incluir a Igreja de Roma no termo “Babilônia” (L. E. Froom, The Prophetic Faith of Our Fathers, vol. 1, p. 708). Outros da alta Idade Média que também agiram do mesmo modo foram: Pierre Jean dÓlivi, um religioso francês (d.1298) (ibid., pp. 764, 765; Michel de Cesena (ibid., vol. 2, p. 20); os Lolardos (ibid., pp. 78 e 79; João Huss (ibid., p.116); e Savonarola (ibid., p. 152). Esta identificação divulgou-se entre os protestantes.
*Guilherme Miller identificava a Babilônia mística com “Roma sob o poder papal” (Josué Himes, Views of the Prophecies and Prophetic Chronology (Teorias das Profecias e Cronologia Profética, de Guilherme Miller 1842, p. 200). Sylvester Bliss, editor *Milerita, defendia que a Babilônia é “tudo neste mundo que se desarmoniza e se opõe ao Espírito de Cristo”, ou seja, o “reino de Satanás” e que ao império romano dividir-se, “a pontal papal sucederia a supremacia, como a inteligência do poder de Satanás, e tornar-se-ia a Babilônia do mundo” (The Advent Shield and Review, 1844, pp. 112, 113, 115, 116).

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

PECADO IMPERDOÁVEL!


Expressão não encontrada na *Bíblia, mas baseada em algumas passagens tais como Mat. 12:31, onde *Jesus Cristo ensina que “a blasfêmia contra o *Espírito Santo não será perdoada” (Mat. 12:31; Luc. 12:10). Essa afirmação foi feita em resposta a uma declaração dos judeus por certos fariseus que, após testemunharem uma cura realizada por Jesus, disseram: “Este expele demônios pelo poder de Belzebu, o maioral dos demônios” (Mat. 12:22-24; Mar. 3:22-30). Os fariseus tinham expressado esse sentimento em outra ocasião (Mat. 9:34). Essa atitude foi tomada face à inegável evidência dada a eles de Seu divino poder: a santidade de Sua vida, que eles poderiam apenas reconhecer, o que firmemente admitiram mais tarde (João 8:46), Sua cura sobrenatural dos doentes (Mat.8:14-17; Mar. 1:29-34; Luc. 4:38-40), as expulsões de demônios (Mat. 9:32, 33; Mar. 1:21-28) e as ressurreições que realizara. Porém, recusando admitir a divindade de Cristo e ao ativamente se oporem a Ele (Mar. 3:2, 6; Luc. 5:21), eles se colocaram em uma posição em que eram forçados a explicar Sua obra em outras bases não-divinas, a assim reputaram a Satanás a obra de Deus, fechando suas mentes à evidência do Espírito Santo (Mat. 12:25-29). O Espírito Santo imprime a verdade na mente e coração (João 14:17; 16:13) e convence do pecado (João16:8). Mas, embora Deus seja “longânimo e grande em misericórdia” (Núm. 14:18), “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento (II Ped. 3:9), Seu Espírito não trabalhará para sempre no coração empedernido (Gên. 6:3).
Se a verdade é persistentemente resistida e recusada, a voz do Espírito Santo cessa de ser ouvida e a alma é deixada em terrível escuridão. Isso é possivelmente a condição à qual Paulo se referiu quando descreveu certas consciências “cauterizadas” (I Tim. 4:2). Para um homem culpado pelo pecado contra o Espírito Santo, a *Porta da Graça já se fechou e “já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo” (Heb. 10:26, 27; Judas 12, 13). Esta foi a terrível condição do Rei Saul (I Sam. 16:14; cf. 28:6), Esaú (Heb. 12:16, 17) e Judas (veja João17:12), como será a condição de todos os impenitentes (Apoc. 22:11). Paulo solenemente advertiu seus leitores a não “apagar” (gr. sbennumi, “extinguir”, “jogar fora”, “abafar”, “suprimir”) o Espírito Santo (I Tess. 5:19), “no qual fostes selados para o dia da redenção” (Ef. 4:30).

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

CLASSES DE MISSÕES

NÃO PERCAM! ClASSES DE MISSÕES!
LOCAL: IGREJA ADVENTISTA CENTRAL DE OSASCO! RUA: PEDRO FIORETTI, 157 - CENTRO - OSASCO - SP
DIA: AOS DOMINGOS ÀS 17:45.
TEMAS:
1. Missio Dei: Fundamentos Missiológicos.
2. A Missão de Deus Busca Envolver e Resgata o Mundo.
3. O Modelo de Jesus na Missão.
4. Necessidades de Contextualizar.
5. Formas Verbais Compreensíveis.(Pregação Evangelística).
6. Mensagem Escrita de Deus se Relaciona com o Cultural.
7. Contextualizacão da Mensagem.

Por Pr. Chaguri
Mestre em Missiologia

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

SEREIS TESTEMUNHAS


"Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da Terra." Atos 1.8

O missionário Hudson Taylor conta que um pastor, encontrando-se com um jovem convertido ao evangelho, lhe perguntou se era verdade que fazia apenas quatro meses que conhecia o Senhor.
- Sim, é a bendita verdade, respondeu o jovem.
- Tem testemunhado a respeito deste Deus maravilhoso? perguntou o pastor.
- Oh, disse o rapaz, sou apenas um discípulo, e só desde ontem é que possuo o Novo Testamento completo.
- Você usa velas em casa? perguntou o pastor.
- Sim
- Espere que a vela comece a alumiar quando já está gasta pela metade?
- Não, mas logo que seja acesa, foi a resposta.
E assim se dá conosco. A melhor ocasião de começar a testemunhar é quando se recebeu a luz. Não há lógica na teoria de que se tenha de tornar cristão e ensaiar por algum tempo a luz de Cristo antes de testemunhar a outros. Espalhar a mensagem de Salvação a outros preserva o calor de nossa própria vida. O evangelho tem de ser partilhado.
Visto a partir da perspectiva, Lucas-Atos torna-se a pregação do evangelho com um cântico de louvor à incomparável graça de Deus, derramada abundantemente sobre os pecadores. A grande ênfase deste contexto só pode ser aprendida, e então colocada em pratica. Essa compreensão abrangente de salvação se evidencia tanto no Evangelho de Lucas, como em Atos. A missão da comunidade cristã em Atos é uma missão de Salvação, como foi a obra de Jesus. A salvação implica a reversão de todas as más consequências do pecado, tanto contra Deus quanto contra o próximo. Esta reversão se dá através do poder de Deus em nossa vida e a nossa disposição em ser um verdadeiro discípulo. Isto significa que ela não tem somente uma dimensão "vertical". " "Qualquer pessoa que reduza o seguimento de Jesus a um empreendimento do coração, da cabeça e de relações interpessoais privadas restringe o seguimento de Jesus e trivializa o próprio Jesus". Schottroff
O Jesus que Lucas apresenta é um Ser que traz para casa o excluído, o estrangeiro e o inimigo e lhe dá, um lugar de honra no banquete no reinado de Deus.
Deste modo, a ideia do texto de Atos 1.8 de ser conduzido pelo Espírito Santo à missão é, então, aplicada de maneira bem mais abrangente ao ministério daqueles que desejam ser discípulos. Eles se transformarão em testemunhas de Jesus tão logo sejam revestidos de poder do alto. O mesmo Espírito apresentado em Atos, também impulsiona os discípulos pós-modernos para a missão. O Espírito torna-se o elemento catalisador, a força de orientação e a ação para missão. A cada ação da missão eclesiástica é inspirada e confirmada pelo Espírito Santo. Além disso, o Espírito Santo não só inicia a missão, mas também orienta os missionários sobre aonde eles deveriam ir e como deveriam proceder. Neste caso não devemos executar os próprios planos, mas temos de esperar que o Espírito Santo nos guie. Em Atos o Espírito Santo da missão é também o Espírito Santo de poder (em grego: dynamis). Isto implica que Ele é o elemento capacitador para a missão, que se manifesta particularmente na ousadia das testemunhas ao saírem para a pregação do evangelho depois de terem siso dotadas do Espírito Santo.

Por
João Chaguri
Mestre em Missiologia
Pastor da Igreja Adventista Central de Osasco.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

QUEM FOI HARRY ORCHARD?

"Compadece-Te de mim, ó Deus, segundo a Tua benignidade; e, segundo a multidão das Tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões." Salmo 51:1

HARRY ORCHARD FOI UM DOS MAIS NOTÓRIOS ASSASSINOS DE SUA ÉPOCA. Ele se envolveu nas guerras sangrentas entre os mineiros e seus patrões desde 1896 até 1905. Os primeiros sindicatos consideravam-se comprometidos com a revolução social contra "as forças capitalistas sem escrúpulos". Os líderes sindicalistas achavam que eram os salvadores das massas oprimidas. Sob sua direção, Orchard explodiu trens, moinhos e minas para intimidar os proprietários de minas, funcionários e agências governamentais e provocar um reino de terror. Ele tinha uma raiva especial de Frank Steunenberg, governador do Idaho, por ter quebrado o poder do sindicato naquele Estado. Em 30 de dezembro de 1905, ele plantou uma bomba na neve próxima à casa de Steunenberg para explodir quando o portão se abrisse. A enorme explosão matou Steunenberg e agitou a cidade de Caldwell. Orchard foi preso e encarcerado. Em sua cela, as terríveis cenas de sua vida passada o atormentavam. Uma pergunta o assombrava: "Deus pode perdoar um assassino?"

VOSSO SEMBLANTE CONTA VOSSA HISTÓRIA

"A sabedoria do homem faz brilhar o seu rosto, e a dureza do seu rosto se muda!" Ecl. 8.1 ú.p.
Conta-se uma história que em uma ocasião Abraão Lincoln rejeitou certo homem para uma importante tarefa, com a declaração: "Não gostei da sua cara."
- Mas, presidente - protestou o amigo que havia feito a recomendação - ele não tem culpa da cara que tem.
- Todo homem é responsável pela cara que tem aos quarenta anos - respondeu Lincoln.
O texto acima reforça, ainda que seja parcialmente, esta observação de Lincoln. Quando um homem possui a sabedoria do Alto, ele reflete em si o caráter de Cristo, o qual por sua vez, reflete a "glória de Deus" o Pai (Heb. 1.3).
O autor de Eclesiastes diz que a dureza do rosto do homem se muda, isto é, muda-lhe o aspecto pelos anos de pecado. Ao contrário, a sabedoria do Alto abranda-lhe os traços e suaviza os sinais do pecado.
A verdade desta afirmação foi provada por Harry Orchard, o endurecido criminoso, várias vezes assassino. Quando Orchard foi preso, apresentava em seu semblante todos os traços de sua terrível condição. Então, pouco depois de sua prisão ele se converteu. Um ano mais tarde, quando levado ao tribunal para ser julgado pelos seus crimes, tão mudado estava seu semblante pelo poder que vem do Alto, que o juiz não o reconheceu.
Mas infinitamente mais importante que a mudança gradual do semblante, é a súbita transformação do coração e da vida. O abrandamento do aspecto do semblante só pode ocorrer quando o coração é antes abrandado.
"A beleza da juventude" escreveu Alexis Carrel, prêmio Nobel, em seu livro O Homem, esse desconhecido, vem dos lineamentos naturais da face humana.
Lembre-se, leitor: A sabedoria divina está a nossa disposição e seus resultados são a transformação de nosso coração!
do amigo
Pr. Chaguri
Mestre em Missiologia

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O REMANESCENTE E SUA MISSÃO!


A Igreja universal compõe-se de todos os que verdadeiramente crêem em Cristo; mas, nos últimos dias, um remanescente tem sido chamado para fora, a fim de guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Este remanescente anuncia a chegada da hora do Juízo, proclama a salvação por meio de Cristo e prediz a aproximação de Seu segundo advento. (Mar. 16:15; Mat. 28:18-20; 24:14; II Cor. 5:10; Apoc. 12:17; 14:6-12; 18:1-4; Efés. 5:22-27; Apoc. 21:1-14).

O DIA DO SENHOR NA PREGAÇÃO DO EVANGELHO!

DIA DO SENHOR. [heb. yôm Yahweh; gr. he hemera tou Kyriou, “o dia do Senhor.”] A identificação de Apoc. 1:10 do dia em que ele estava “no Espírito”, isto é, viu uma visão registrada no cap. 1. Essa expressão, que nesta forma não ocorre em nenhuma outra parte das Escrituras, foi interpretada de várias formas como se referindo: (1) ao grande dia do juízo final; (2) a um aniversário imperial; (3) ao domingo; (4) o sábado do sétimo dia.
1. Como o dia do juízo final. No A.T. (Veja Joel 2:11, 31; Sof. 1:14; Mal. 4:5) e o A.T. (I Tess. 5:2; II Ped. 3:10) o “dia do Senhor” se refere ao tempo em que Deus destruirá o pecado e os pecadores e libertará Seu povo. Os defensores dessa teoria ressaltam o fato de que o Apocalipse focaliza a atenção no grande dia final do Senhor e os eventos que levam a ele. Eles traduziriam o gr. en te kyriake hemera, “no dia do Senhor”, como “concernente ao dia do Senhor”. Porém, a expressão grega traduzida “o dia do Senhor” é sempre hemera [tou] kyriou (I Cor. 5:5; II Cor. 1:14; I Tess. 5:2; II Ped. 3:10). Fosse a intenção de João declarar que suas visões a respeito do grande “dia do Senhor”, esperar-se-ia que ele utilizasse a fraseologia comum que os escritores bíblicos para aquele evento. Porém, em Apoc. 1:1, ele já tinha anunciado o escopo das visões dadas a ele como alusivas às “coisas que em breve devem acontecer.” No v. 9, ele se identifica, dá o lugar onde foram recebidas as visões e relata de sua presença ali. Em sequência lógica, o v. 10 deveria prover informação adicional relacionada à forma de revelação da visão, e não ao seu conteúdo. Evidências contextuais, acrescentadas à analogiadas Escrituras, parecem impossibilitar a aplicação de kyriake hemera ao grande dia do Senhor no final da era evangélica.
2. Como um aniversário imperial. A cerâmica imperial romana e inscrições datadas dos tempos do N.T. mostram que o adjetivo kyriakos era aplicado ao “tesouro imperial” e ao “serviço imperial”, que pertenciam ao imperador como “senhor” do império. O imperador era comumente chamado de Kyrios, “senhor” em grego. Consequentemente, seu tesouro e serviço eram “o tesouro do senhor” e o “serviço do imperador”. Portanto, alguns têm sugerido que kyriake hemera denota um dia imperial, talvez o aniversário do imperador ou de sua coroação. Porém, não achou-se tal uso de kyriake hemera até agora. Além disso, sabe-se que judeus (Veja Josefo Guerras vi. 10. 1) e cristãos do primeiro século, no mínimo do segundo século (Veja Martírio de Policarpo 8), recusaram chamar a César de Kyrios, “senhor”. É, portanto, improvável que João tenha-se referido a um dia imperial como “o dia do Senhor”, especialmente numa época em que ele e seus irmãos na fé sofriam amarga perseguição por recusarem adorar o imperador como “senhor”.
3. Como o domingo. De acordo com essa interpretação, kyriake hemera é uma designação cristã para o primeiro dia da semana. Porém, é completamente escassa a evidência de que os cristãos nos tempos do N.T. tenham sequer usado kyriake hemera para identificar o domingo. Eruditos cristãos conservadores concordam que João, que escreveu o Apocalipse, também tenha escrito o quarto evangelho aproximadamente na mesma época. Em João 20:1, ele designa o domingo como “o primeiro dia da semana”, o título comum também usado por todos os outros escritores do N.T.. A analogia das Escrituras também é contrária à interpretação de kyriake hemera como o primeiro dia da semana. Um exame imparcial e contextual das passagens do N.T. citadas no esforço de favorecer essa interpretação antiescriturística mostra que elas não têm nenhuma influência sobre o assunto.
4. Como o sábado do sétimo dia. Em Mar. 2:27, 28, nosso Senhor especificamente declara-Se a Si mesmo como o “Senhor” do sábado do sétimo dia. No quarto mandamento (Êxo. 20:8-11), Deus especifica o sétimo dia da semana como Seu em um sentido especial: “o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus” (v. 10), e em Isa. 58:13, 14, Ele o chama de “meu santo dia”. A conclusão mais lógica é que pela expressão “dia do Senhor”, João estava identificando o sábado do sétimo dia como o dia no qual a visão descrita em Apoc. 1 foi-lhe dada.
Consistentemente no A.T. e no N.T., essa e expressões semelhantes denotam o tempo em que Deus intervém nos assuntos humanos a fim de executar juízo sobre os ímpios e livrar o Seu povo das mãos de seus opressores. O dia da visitação divina sobre o antigo Egito (Jer. 46:10) e a Babilônia (Isa. 13:6, 9) é referido como “o dia do Senhor” sobre essas nações, mas é também um dia em que Deus promete restaurar Israel (Isa. 14:1-2, Jer. 46:27, 28). O “dia do Senhor” deveria ser também um dia de julgamento sobre Seu próprio povo por causa de suas iniquidades (Joel 1:15; 2:1), o cativeiro Babilônico em particular sendo assim referido (Sof. 1:7, 14, 18; 2:2). A expressão também veio a referir o grande e final dia do Senhor, quando ele subjugará as nações pagãs e estabelecerá Seu próprio povo em seu justo domínio (Isa. 2:2, 12; 34:8; Joel 3:14; Ob. 15, 17; Zac. 14:1; Mal. 4:5). Como um dia de juízo sobre os ímpios, é chamado de “dia de escuridão” (Joel 2:1, 2; Amós 5:18-20), escuro por causa da ira divina (Ezeq. 7:19).
Os escritores do N.T. pintam o dia do Senhor como um dia de ira (Rom. 2:5, 6) e um “dia de juízo” (Mat. 10:15; II Ped. 3:7). Eles se referem a ele como “o dia do Senhor Jesus” (II Cor. 1:14, “o dia de Jesus Cristo” (Fil. 1:6), ou simplesmente como “dia de Cristo” (V. 10). Em vista do fato de que todos os negócios da terra chegarão a um fim naquele dia — seria o última dia da Terra —, é variavelmente chamado “o grande dia” (Judas 6), “aquele dia” (Mat. 7:22; I Tess. 5:4), ou simplesmente como “o dia” (I Cor. 3:13). “O dia do Senhor” é destacadamente o dia em que o Senhor Jesus Cristo aparecerá para chamar os justos de suas sepulturas (João 6:39), a fim de purificar a Terra com fogo (II Ped. 3:7-12), e estabelecer Seu reino eterno e Sua justiça (Mat. 25:31, 34; II Ped. 3:13, 14).
Pr. CHAGURI
MESTRE EM MISSIOLOGIA

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

NOÇÕES DA CONTEXTUALIZAÇÃO NA PREGAÇÃO DO EVANGELHO

Na contextualização, a mensagem do Evangelho não fica confinada apenas à questão de levar as boas-novas de Salvação. Em realidade, é muito mais do que isso. É envolver o ser humano no Evangelho, ou seja, significa que ele foi comunicado, entendido, vivido e produziu frutos. Deus (Pai, Filho e Espírito Santo), “está envolvido com a raça humana e trabalha em seu coração tornando homens e mulheres novas criaturas, para que o Evangelho, a Palavra Eterna, transforme vidas, sociedades e culturas”.
Missiologia e Teologia não devem ser tratadas como áreas separadas de estudo, mas sim como disciplinas complementares. A Teologia coopera com a igreja ao fazê-la entender o sentido da Missão e fornece-lhe base para um Evangelho compreensivo. A Missiologia, por sua vez, dirige os teólogos para o plano redentivo de Deus, e os ajuda a compreender as Escrituras a partir do pressuposto de que há um propósito para a existência da igreja. Deve ela adaptar, encarnar e transferir a mensagem por meio de palavras, exemplos e obras de Cristo como o Verbo de Deus. Com a Palavra do Senhor revelada a toda a raça humana, tendo um Deus que não faz acepção de pessoas, status, raças ou crenças, mostra-se que todos são convidados por Ele a se identificarem com as verdades bíblicas.
Deve-se trabalhar a forma de aplicar o Evangelho ao mundo, mas há que se manter a essência. Assim as formas poderão ser variadas para que o Evangelho derrube as barreiras de separação. Isso não quer dizer que a essência seja outra.
Existe, portanto, a necessidade de entender em que tempo e lugar estamos inseridos. Precisa haver um respeito à cultura que una os homens acima dela.
“Há algo que faz com que a mensagem cristã se mova, circule e vá de uma cultura para outra. Sua característica fundamental é a ‘compatibilidade’. É uma mensagem ‘compatível’ com qualquer cultura, e por isso a mensagem cristã tem podido ser apresentada a uma variedade incrível de culturas."
A contextualização ou conformidade busca formas adequadas para que a mensagem prossiga, sem os ruídos comunicativos. Sempre é bom lembrar a estratégia de partir do conhecido para desconhecido.
O apóstolo Paulo trabalhou bem esse contexto quando disse: “Fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus. Para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me fraco para com os fracos. Fiz-me tudo para com todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.” (I Co 9:20-22).
A inserção verdadeira na missão diz respeito às necessidades das pessoas na sociedade, bem como em seu relacionamento com Deus. Paulo tinha esse diferencial. Ele apresenta um Evangelho puro, trabalhando com as necessidades que envolvem as macroestruturas sociais, econômicas e políticas da sociedade.
Por
Pastor Chaguri
Mestre em Missiologia