quinta-feira, 6 de maio de 2010

ORIGEM DO MAL


Os Adventista do Sétimo Dia, crêem que o mal moral se originou antes da *Criação do nosso mundo, quando *Lúcifer, o mais exaltado dos anjos, enciumou-se pelo *Filho de Deus e rebelou-se contra a autoridade divina; os ASD crêem que o mal é a oposição a Sua justa autoridade e bondade. Ensinam que, embora a *Bíblia não faça nenhuma declaração proposital ou definitiva a respeito da origem do mal, duas passagens do A.T. aludem ao evento em uma linguagem altamente figurativa. Sob a figura do rei de Tiro, Ez. 28:12-19 descreve Lúcifer, como é conhecido Satanás antes de sua rebelião, como querubim cobridor que, embora “cheio de sabedoria perfeição e formosura”, “corrompeu-se” e foi lançado do monte de Deus. Is. 14:12-14 descreve Lúcifer sob a figura do rei de *Babilônia. Ele estava determinado em estabelecer seu trono “acima das estrelas de Deus,” mas em vez disso, “caiu do céu”. Finalmente, ele “serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo” (v. 15), ou, nas palavras de Ezequiel, “cinzas sobre a terra”.
O N.T. faz uma referência a Satanás como sendo o originador do mal (veja João 8:44; I João 3:8). O N.T. sugere também que em sua rebelião contra Deus, Satanás ganhou a simpatia de um grande número de anjos que participaram em seu destino ao ser lançado do céu, e que serão destruídos com ele no dia do juízo (II Ped. 2:4; Judas 6). Em uma passagem geralmente considerada com descritiva do conflito original no céu bem como do conflito secundário no tempo da crucifixão de Cristo. João, o revelador, diz “houve batalha no céu” na qual “Miguel e seus anjos” foram vitoriosos. Satanás “foi lançado para a terra, e seus anjos juntamente com ele” (Apoc. 12:7-9).
Os escritos de *Ellen G. White provêem detalhes adicionais sobre a origem do mal que estão em acordo com as concisas declarações das Escrituras. Por exemplo, ela declara que Deus não foi nenhum momento responsável pelo mal, mas que o “pecado começou com Satanás” (Review and Herald, 9 de março de 1886). Ela enumera três causas principais para a rebelião de Lúcifer: (1) orgulho de sua própria glória, (2) ciúme da posição e autoridade de Cristo, e (3) ressentimento para com a autoridade de Deus. Em suas várias obras, ela traça a origem do mal desta maneira: Pouco a pouco, Lúcifer veio a condescender com o desejo de exaltação própria. ... Em vez de procurar fazer com que Deus fosse supremo nas afeições e lealdades de Suas Criaturas, era o esforço de Lúcifer conquistar para si o seu serviço e homenagem. E, cobiçando a honra que o infinito Pai conferira a Seu Filho, este príncipe dos anjos aspirou ao poder de que era a prerrogativa de Cristo. ... Ele se gloriava em seu resplendor e exaltação, e aspirava a ser igual a Deus (GC, 494, 495).
Quando Deus disse a Seu filho: “Façamos o homem à Nossa Imagem”, Satanás teve ciúmes de Jesus. Ele desejava ser consultado sobre a formação do homem, e porque não o foi, encheu-se de inveja, ciúmes e ódio. (PE, 145).
Satanás tornou-se mais ousado em sua rebelião, e expressou seu desprezo à lei do Criador. ... Declarou que os anjos não precisavam de lei, mas deviam ser livres para seguir sua própria vontade, a qual os guiaria sempre retamente; que a lei era uma restrição a sua liberdade; e que a abolição da lei era um dos grandes objetivos da sua posição que assumira (HR, 18, 19).
Deus, em Sua grande misericórdia, suportou longamente Satanás. Este não foi imediatamente degradado de sua elevada posição, quando a princípio condescendeu com o espírito de descontentamento, nem mesmo quando começou a apresentar suas falsas pretensões diante dos anjos fiéis. Muito tempo foi ele conservado no céu. (GC, 498).
Os concílios celestiais instavam com Lúcifer. O Filho de Deus lhe apresentava a grandeza, a bondade e a justiça do Criador, e a natureza sagrada e imutável de sua lei (ibid., 497).
Reiteradas vezes, foi-lhe oferecido perdão, sob a condição de que se arrependesse e submetesse. ... Mas o orgulho o impediu de submeter-se. Persistentemente defendeu seu próprio caminho, sustentando que não havia necessidade de arrependimento e entregou-se por completo ao grande conflito contra seu Criador. (ibid., 498,499).
Quando o espírito de descontentamento e desafeição amadureceu em forma de revolta, “toda a hoste celestial foi convocada para comparecer perante o Pai” (HR, 18).
Satanás ousadamente fez saber sua insatisfação por ter sido Cristo preferido a ele. Permaneceu orgulhoso e instando que devia ser igual a Deus e ser introduzido a conferenciar com o Pai e entender Seus propósitos secretos, e que requeria de toda a família celestial mesmo Satanás, que Lhe rendessem implícita e inquestionável obediência; mas ele (Satanás) tinha provado ser indigno de ter um lugar no céu. Então, Satanás exultantemente apontou os seus simpatizantes, que compreendiam quase metade de todos os anjos, e exclamou: “Estes estão comigo! Expulsarás também a estes e deixarás vazio o céu?” Declarou então que estava preparado para resistir à autoridade de Cristo e defender seu lugar no Céu pelo poder da força, força contra força. ... Então houve guerra no Céu. O Filho de Deus, o Príncipe do Céu, e seus anjos leais empenharam-se num conflito com o grande rebelde e com aqueles que se uniram a ele. O Filho de Deus e os anjos verdadeiros e leais prevaleceram; e Satanás e seus simpatizantes foram expulsos do Céu. Toda hoste reconheceu e adorou o Deus da justiça. Nenhuma mácula de rebelião foi deixada no Céu. Tudo voltara a ser paz e harmonia como antes. (ibid., 18, 19).

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