quinta-feira, 29 de abril de 2010

Modelo bíblico de contextualização da mensagem


Esse assunto, a partir da experiência bíblica de Paulo, surge em três momentos específicos. Apesar de Paulo ser o apóstolo dos gentios (Gl. 1:16), ele era um judeu devoto. Dessa forma, a partir das suas exortações e ensinos, ele apresenta princípios da pregação da mensagem que devem ser analisados.
No livro de Atos, ele apresenta três passagens selecionadas que proclamam o Evangelho. Primeiramente a um grupo formado por judeus; noutra ocasião a judeus, mas com presença gentílica simpatizante do judaísmo, e por fim para gentios totalmente dissociados do mundo judaico e de seus valores provindos da Torá. Paulo, ao apresentar a mensagem, não compromete sua autenticidade, porém a comunica com aplicabilidade cultural para que haja boa comunicação, utilizando os elementos necessários sem emascular a mensagem bíblica.
Em Atos 9:19-22, Paulo está em Damasco com os discípulos proclamando Cristo nas sinagogas apresentando-O como “o Filho de Deus”. Ali o encontramos logo após ser salvo, expondo nas Escrituras que o Jesus que ele perseguia no passado tão próximo, era de fato o Filho de Deus. A expressão grega do verso 22 para “demonstrando” (que Jesus era o Messias prometido), implica em demonstração com evidências objetivas, visíveis, que produzem a impressão de que Paulo o fazia através do próprio texto sagrado, as Escrituras. Sua maneira e estilo homilético seguia a mesma dinâmica que ele usaria em todo o seu ministério entre os judeus - demonstrando a partir da mensagem escrita que Jesus é o Messias (At. 17:1-3). Paulo tinha consciência de que ao mostrar aos judeus o Messias, teria que fazê-lo através das Escrituras. Sua abordagem foi baseada nas Escrituras, centralizada na promessa do Messias e apresentando evidências claras aos judeus de que Ele era Jesus. Paulo aqui falava aos filhos de Israel que se viam como os filhos da promessa e, portanto, em toda sua mensagem valia-se ele de elementos conhecidos a esse povo. Ele usa a estratégia de partir do conhecido para o desconhecido.
Em Atos 13:14-16, encontramos Paulo “atravessando de Perge para Antioquia da Psídia, indo num sábado à sinagoga”. Logo depois, passou a lhes proclamar a Cristo. Nesse texto, o grupo culturalmente definido é o mesmo de antes: judeus. Havia, porém, a presença gentílica de simpatizantes da fé judaica. Paulo apresenta um dos principais fatos da história judaica: o Êxodo. Então recorda a história de Israel até Davi e assim os leva ao Messias. (At. 13:23) É interessante como Paulo prega a Cristo a partir do conhecido, o “Deus de Israel”, com sua base no Antigo Testamento, para que a mensagem do Messias seja plena. Porém, o apóstolo disserta com forte idéia escatológica, que a distingue da primeira em Atos 9, apenas para aos judeus, demonstrando sua sensibilidade para com um auditório misto, mesmo que prioritariamente judeu e judaizante. No verso 39, Paulo utiliza um texto, (todo aquele), dizendo que todo aquele que cresse seria salvo. Certamente os gentios judaizantes, fora da história etnológica de Israel, se viam aí incluídos: um Messias judeu que convida todas as raças e culturas.
Em Atos 17:16-31, Paulo prega Jesus aos gentios que nenhum conhecimento tinham das Escrituras. Paulo está em Atenas, o centro filosófico do mundo da época, e é conduzido até o Areópago pelos epicureus e estóicos. Nesse momento, ele se encontrava num cenário totalmente paganizado e sem pressupostos judaizantes. Aqui Paulo se utiliza das formas sem mudar a essência. Paulo lhes pregou Deus, a partir das evidências da criação e do deus desconhecido, “pois este que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio” (At. 17:23). Passa então a apresentar-lhes a Soberania de Deus que “fez o mundo. Ele como o Senhor do céu e da Terra. Note que no verso 24, Paulo utiliza Theos para se referir ao “Deus que fez o mundo”, sendo o mesmo termo utilizado (Theos) para mencionar o deus desconhecido. Paulo aqui não faz distinção verbal para que a mensagem chegue sem um ruído aos ouvintes. Ele utiliza a ideia existente de deus para apresentar o Deus da Palavra, Criador de todas as coisas. O fim da mensagem é o mesmo: Jesus que morreu e ressuscitou.
Aos judeus, Paulo fala sobre “o Deus da promessa”, Aquele que os trouxe do Egito, pois eles conheciam o Deus da Escritura e se viam como os filhos da promessa. Entendiam que Deus Se revelou a seus pais, que interagiu com Seu povo ao longo da história e lhes deixou as Escrituras.
Ao segundo grupo, Paulo fala sobre o Deus das promessas e da história de Israel, mas, como havia entre eles gentios, fala-lhes também do Messias que haveria de vir para a Salvação de todo aquele que crê. Percebemos aqui que Paulo apresenta o Evangelho com fortes evidências escriturísticas para os judeus, além de um forte apelo moral e escatológico para os gentios judaizantes.
Ao terceiro grupo, o gentílico, o Messias que viria não lhes transmitia nenhuma mensagem aplicável à sua história, pois era visto tão somente como o Messias judeu. Eles não tinham as Escrituras que O revelavam nem as promessas e alianças. Eles não se enxergavam como filhos da promessa e não se identificavam com Abraão e Moisés. Porém, se viam como filhos da Criação. Possuíam tremenda atração pelas obras criadas e fascinação pela figura do Criador. Eram procuradores de respostas, estudiosos da religião. Portanto, Paulo lhes pregou o Deus da criação, Aquele que era antes de qualquer outro, que detém o poder de fazer surgir e manter a humanidade e o cosmos. Ele lhes fala demoradamente sobre os atributos desse Deus que é único, soberano, próximo e perdoador. Finalmente lhes fala de Jesus como o centro do plano salvífico de Deus, apresentando-O como o Messias para toda a humanidade. Paulo aqui cria uma ponte sobre o abismo religioso e cultural, a fim de pregar o Evangelho. Com isso o dialogo é iniciado.

Pr. Chaguri

Mestre em Missiologia

O Segundo Exemplo do Apóstolo Paulo na Contextualização!

Noutra ocasião, apóstolo Paulo disse em I Cor. 9:19–23, “Fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus. Para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me fraco para com os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, para por todos os modos chegar a salvar alguns. Faço tudo isso por causa do Evangelho, para ser também participantes dele.”
Paulo apresenta aqui cinco aspectos:
• 1 – Servir - diretamente à comunidade.
• 2 – Judeu - busca na fonte da sua própria religião (judaísmo).
• 3 – Prosélito – Um grande grupo de gentios convertidos para o judaísmo. Paulo aqui se identifica com esse segmento da sociedade.
• 4 – Gentios.
• 5 - Fraco.
“Paulo aqui viu a grande mensagem do Evangelho a ser aplicada a todo homem em toda parte do mundo”.
Pr. Chaguri
Mestre em Missiologia

O Primeiro Exemplo do Apóstolo Paulo na Contextualização

O apóstolo Paulo tinha em seu coração a mesma tática de começar por aquilo que era familiar à cultura e crenças, e depois levá-los ao desconhecido. A Palavra de Deus diz: “Estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em muito vejo que sois muito religiosos. Pois passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Ora Esse que vós honrais sem conhecer é o que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo que nele há...” Atos 17:22–24. Paulo era conhecedor da história e suas argumentações que, em muitos casos, estavam baseadas na contextualização. Temos nesse relato uma poderosa dialética.
“Em alguma época, durante o sexto século antes de Cristo, numa reunião do conselho na Colina de Marte, Atenas.
¬ “-- Diga-nos, Nícias, que aviso o oráculo de Pítias lhe deu?Por que esta praga caiu sobre nós? E por que os inúmeros sacrifícios realizados de nada adiantaram?
“-- Não é bem assim, replicou Nícias. -- Resta ainda um Deus a ser apaziguado.
“Trouxeram Epimênides da ilha de Creta.
“Disse Epimênides:“Vocês já se esforçaram muito ofertando sacrifícios aos seus numerosos deuses; entretanto, tudo se mostrou inútil.”
“E continuou: “Vou agora oferecer sacrifícios baseados em três suposições:
1 – Que existe outro deus interessado na questão da praga.
2 – Vou supor que este deus é bastante poderoso.
3– Um deus desconhecido, que quando invocado atende e torna conhecida a sua existência.
“Ao que as ovelhas se deitaram, ali as sacrificaram.
“Gravaram nesse altar ao “deus do desconhecido”. E este foi introduzido entre os deuses de Atenas.”
O fato histórico foi confirmado por Lucas, um historiador do primeiro século, ao descrever as aventuras de Paulo. Um dos métodos desse apóstolo era partir do conhecido para o desconhecido, como vemos no livro de Atos.
Consoante as palavras de Phil PARSHALL, vemos um processo de contextualização: “Aristóteles mostra que a palavra ‘um’ é usada em mais de um sentido. Ela pode ser usada para indicar unidade de quantidade ou unidade de essência. Por exemplo, uma molécula de água pode ser ‘uma’ numericamente sem ser uma ou singular em sua essência, como sua fórmula H2O indica.”
Pr. Chaguri
Mestre em Missiologia

O FORTE NÃO ESTÁ EM VANTAGEM!!

" Faz forte ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor." Isa. 40.29

A Salvação vem pela fé em Jesus, independente se somos fortes ou fracos. Aqui encontramos uma verdade, sobre a obediência e sobre a vida eterna. Visto que a obediência genuína sempre provém do íntimo, e visto que a pessoa mais forte, separada de Jesus, só pode produzir obediência exterior, ninguém tem mais vantegens para vencer do que os outros. O esforço envolvido no combate da fé, em dirigir-se a Cristo inicialmente e em continuar a fazer isso, nem sempre ocorre espontaneamente. É importante admitir que nao podemos vencer o pecado, que não podemos obedecer, que não podemos produzir justiça, e que Jesus precisa fazer tudo isso para nós. No tocante à vitória sobre os pecados, Deus não percorre apenas a maior parte do caminho, e, sim, todo ele. Mas embora eu seja forte ou fraco, Ele virá ao meu encontro onde que que eu estiver quando O busco através da comunhão pela fé.
Tenha um lindo Dia!
um grande abraço do seu amigo
Pr. Chaguri
Mestre em Missiologia.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Cientistas afirmam ter encontrado Arca de Noé na Turquia

Arqueólogo inspeciona estrutura de madeira supostamente encontrada no monte Ararat, na Turquia
Foto: AFP


Um grupo de cientistas turcos e chineses afirma term localizado a Arca de Noé no monte Ararat, de acordo com a imprensa turca. O pesquisador chinês Yang Ving Cing diz que eles encontraram uma estrutura antiga de madeira em uma altitude de 4 mil m no monte que fica no leste da Turquia, na fronteira com o Irã.

O cientista é membro de uma organização internacional dedicada à busca pela arca em que, conforme a Bíblia, Noé e sua família escaparam do Dilúvio Universal. Segundo Cing, a estrutura encontrada tem 4,8 mil anos.

"Não é 100% seguro que seja a arca, porém pensamos que é 99,9%", disse Cing à agência turca Anadolu. "A estrutura do barco tem muitos compartimentos, o que indica que podem ser os espaços onde se localizavam os animais", afirmou.

O pesquisador disse ainda que pediu ao governo turco para que proteja a zona para poder iniciar as escavações. Além disso, ele afirmou que pediu à Unesco que coloque o local na sua lista de patrimônio da humanidade.

Não é a primeira vez que o grupo afirma ter encontrado a arca no Ararat, a montanha mais alta da Turquia e onde a Bíblia afirma que Noé desceu quando baixaram as águas do Dilúvio.

terça-feira, 27 de abril de 2010

CURSO COMO DEIXAR DE FUMAR!!! GRATUITO!!!


Série: "Uma Nova História de Vida!"


segunda-feira, 26 de abril de 2010

JESUS ESTÁ AS PORTAS! Terremoto de magnitude 4,9 atinge o Amazonas!


Região é próxima à fronteira com o Peru.
Epicentro foi localizado a 100 km da cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre.

Do G1, em São Paulo

Um terremoto de magnitude 4,9 a atingiu o estado do Amazonas e região de fronteira com o Peru neste domingo (25), segundo o Centro de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). Não há informações sobre estragos ou vítimas.

O abalo ocorreu às 18h09, e seu epicentro foi localizado a 100 km da cidade de Cruzeiro do Sul, no estado do Acre, e a 245 km de Pucallpa, no Peru.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Um documentário sobre a mensagem e ministério de saúde da Igreja Adventista do Sétimo Dia


Um documentário sobre a mensagem e ministério de saúde da Igreja Adventista do Sétimo Dia está programado para ser levado ao ar por estações de difusão pública por todos os Estados Unidos, começando em 3 de abril. "Os Adventistas" explora o que o cineasta independente Martin Doblmeier considera um paradoxo: uma comunidade de fé conservadora na linha de frente da tecnologia médica. Saber por que os adventistas, que creem na breve vinda de Jesus, têm um compromisso com a longevidade e bem viver motivou o documentário, explicou Doblmeier. O filme começa com a cronologia da Igreja Adventista, dando enfoque sobre a pioneira Ellen G. White e outros membros originais após o desapontamento da falha do retorno de Jesus à Terra em 1844. Os adventistas hoje, Doblmeier parece dizer segundo o filme avança, têm tanta fé quanto os membros originais, mas são comprometidos em viver responsável e positivamente, causando impacto naqueles ao seu redor enquanto esperam pela segunda vinda de Cristo. Esse impacto é em grande medida enraizado na ênfase da igreja no viver saudável, conclui o filme de Doblmeir.

Ao filmar "Os Adventistas", Doblmeier disse que o que o impressionou mais foi "quão central é a teologia de atenção à saúde" para o adventismo. O filme apresenta histórias de muitos dos principais hospitais e centros médicos da Igreja Adventista, inclusive o Centro Médico da Universidade Loma Linda, na Califórnia, o Centro Médico Kettering, em Kettering, Ohio, o Hospital Santa Helena, em Santa Helena, California, e o Centro de Saúde Celebration, em Celebration, Flórida, onde a mãe de Doblmeier certa vez recebeu tratamento.

"Os Adventistas" remonta a herança de viver saudável da Igreja ao fim dos anos 1800. Mesmo então os centros médicos dirigidos pelos adventistas eram mecas de saúde conhecidos por oferecer as mais avançadas técnicas médicas - o Sanatório de Battle Creek, em Battle Creek, Michigan, atraía pacientes tais como Amelia Earhart e Henry Ford, historia o filme.

Doblmeier dedica considerável tempo do filme a avanços mais recentes na área médica, como o transplante bem-sucedido do coração de um babuíno numa criança no Centro Médico da Universidade Loma Linda, bem como avanços na área de cirurgia robótica e mesmo à distância.

Ele também destaca o compromisso dos adventistas com a guarda do sábado. "Eu realmente me senti tocado pela cultura do sábado na Igreja Adventista. Os adventistas não ficam simplesmente à toa no sábado - estão ajudando as pessoas e impactando suas comunidades", comenta Doblmeier.

A reação ao filme de parte da comunidade adventista tem sido "gratificante", disse Doblmeier, acrescentando que espera que aqueles que não tenham formação adventista achem o filme "uma avaliação equilibrada e positiva" do impacto da igreja nos Estados Unidos.

De uma perspectiva adventista, o filme pode parecer por demais positivo, mas Doblmeier declarou que acredita que os não adventistas que o virem poderão considerar alguns aspectos do filme de forma diferente. "Eles verão Ellen White e suas visões retratadas honestamente em seu papel central na fundação da igreja, e creio que isso irá levantar algumas sobrancelhas", ele comentou.

"Os Adventistas" é o último dos 25 filmes de Doblmeier que obteve prêmios cinematográficos ao retratar religião, fé e espiritualidade, o que inclui "Bonhoeffer", um documentário sobre o teólogo Dietrich Bonhoeffer, que resistiu ao nazismo, e "Albert Schweitzer: Chamado à África", um filme recordando a vida daquele humanitário ganhador do prêmio Nobel.

Doblmeier é presidente e fundador de Journey Films, sediado em Alexandria, Virginia, EUA. Descobrir "o que está acontecendo na cultura contemporânea e ver como a religião está interagindo nisso" motiva esses filmes, explica Doblmeier.

Uma discussão da visão holística adventista sobre ministério de saúde é "oportuna", mas o lançamento do filme quando a reforma de assistência de saúde está nas manchetes dos jornais nos Estados Unidos é particularmente "um tempo providencial", ele disse.

Doblmeier admitiu que seu enfoque limitado ao ministério de saúde nos Estados Unidos não cobre muitos aspectos da denominação global. Outro filme explorando o aspecto internacional da igreja e sua êfanse em educação poderá fazer parte de planos futuros, ele indicou. [...]

Para encomendar uma cópia em DVD de "Os Adventistas" ou saber mais a respeito dos filmes de Doblmeier, visite www.journeyfilms.com

(Adventist News Network)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O PRINCÍPIO DE AMOR!!

O principio de amor é marcante no reino de Jesus. Seguir os passos de Cristo é de extrema urgência na missão de Deus. Ele era Mestre em contextualizar. Sua vida foi dedicada a levar a mensagem de Salvação. Todo aquele que se encontrava com o Salvador ouvia a mensagem de tal forma que a entendia sem que seu teor ou força fosse diminuído. Assim, o desenvolvimento da natureza amorosa é essencial na apresentação do Evangelho através de pontos comuns, para que a ovelha que está perdida e precisa ser encontrada, seja de fato abraçada pelo amor de nosso Senhor Jesus.
“Os cristãos que seguem a missão de Cristo, seguem igualmente a Cristo no serviço do mundo. A Igreja tem a natureza do corpo de Cristo crucificado e ressuscitado somente quando é obediente no mundo, pelo serviço concreto da missão. Sua existência depende inteiramente do cumprimento de seu serviço. Por isso ela nada é para si mesma, mas é tudo o que é pela existência para os outros. Ela é a comunidade de Deus quando é comunidade para o mundo.”
Ela “orienta os missionários sobre aonde eles deveriam ir e como deveriam proceder. Eles não devem executar seus próprios planos, mas tem de esperar que o Espírito os guie.”
Jesus deixou exemplo de missão em amor. Em Suas palavras “o servo não é maior do que seu senhor” (Jo. 13.16), assim, se Ele veio para servir e não ser servido (Mt. 20.28), os discípulos de Cristo devem também estar prontos para servir, para ir além-mar a fim de pregar o Evangelho que transforma. O método aqui é serviço pessoal baseado no amor.
“Segundo Mateus, não se trata apenas de os discípulos terem de ensinar o que Jesus ensinou (28:20), nem de serem colaboradores de Jesus ou meramente Seus mensageiros (Hahn 1965:41). Há uma correspondência e solidariedade ainda mais profundas aqui. Isto se torna particularmente evidente na parte central do Evangelho, capítulos 9:35-11.1, que pode ser subdividida em 11 breves seções. No centro desses 11 parágrafos temos 10:24s.: ‘O discípulo não está acima de seu mestre, nem o servo acima de seu senhor. Basta ao discípulo ser como seu mestre, e o servo como seu Senhor. ’ Em torno desse centro, Mateus dispôs uma série de ditos que iluminam, todos eles, um único fato: Aquilo que se aplica a Jesus, aplica-se aos Seus discípulos(as) também. Sua partilha torna-se patente, em particular, em dois sentidos aparentemente contraditórios: Jesus e Seus discípulos partilham o sofrimento e a autoridade missionária (cf. Brown 1978:76-79 e Frankemölle 1974:85-108, ambos com referências detalhadas; cf. também Frankmölle 1982:125-129).”
Na contextuação, o discípulo sempre será servo. O discípulo estará sempre na posição de servo, disposto a viver por Cristo e cumprir missão de Deus.
“O discípulo de Jesus nunca se forma e vira rabino. Ele pode, naturalmente, tornar-se apóstolo, mas um apóstolo não é um discípulo com diploma em teologia. O apostolado não é, em si, um status elevado. Um apóstolo é, essencialmente, uma testemunha da ressurreição.”
Por
Pr. Chaguri
mestre em missiologia

A Mensagem Escrita de Deus se Relaciona com o Cultural!

A contextuação também pode ser definida como um processo pelo qual a mensagem escrita de Deus se relaciona com o contexto cultural em que é proclamada. Assim, a Palavra de Deus deve ir aos povos aonde eles vivem. E é no terreno cultural que está plantada e enraizada a cultura na qual o Evangelho entra para dar vida em abundância. Assim, a cultura precisa se identificar com a Palavra do Senhor, para que o ouvinte de outra cultura possa expressar-se com a Palavra em forma própria.
A apresentação do Evangelho através do mesmo ângulo é feita nos mais diferentes aspectos da missão de Deus, e convoca a igreja a se envolver. Alguns exemplos: No processo de tradução da Bíblia para a língua a ser identificada; na forma como se prega a Palavra de Deus, para que se torne entendível ao ouvinte;, na estrutura administrativa e na forma de governo eclesiástico; no discipulado, na forma do culto, nos rituais e na cerimônia, também na música, no trabalho social da igreja, no jeito de se compor hinos, no meio em que se comunica, com eliminação de jargão que deturpa e demonstra preconceito; na educação e abrindo escolas com o objetivo de proporcionar educação a uma vila, um bairro ou até mesmo a uma cidade.
Em Jesus temos o exemplo zenital de como contextuar o Evangelho. Ele é o Filho Encarnado de Deus. O modelo de encarnação é o modelo de Cristo deixando as belezas da corte celestial, e vindo à Terra sequestrada pelo maligno, envolvendo-Se com o homem para resgatá-lo. Não existe modelo maior do que esse!
Jesus deixou o magno exemplo a ser seguido, um exemplo incomensurável. Assim Ele viveu de modo que seguíssemos Seus passos dando continuidade à Sua obra, e apela para que a igreja prossiga em Seus passos.
Por
Pr. Chaguri
mestre em missiologia.

sábado, 17 de abril de 2010

Vossa Vitória Está Próxima!!

"Ora, quando

estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima." Lucas 21.28


“Ser otimista é ser covarde,” disse alguém referindo-se à atitude de outra pessoa para os complicados tempos em que estamos vivendo. Nesta frase, expressa um sentimento de “válvula de escape,” para muitos. Quando olhamos a situação atual do nosso globo, e imaginar que haja qualquer esperança é simplesmente para muitos ilusório.
E, sem duvida, quando olhamos para o tsunami de crimes, moléstias, armas de destruição em massa, corrupção e egoísmo, que detonam os princípios éticos; quando vemos as pessoas se encolherem de tremor diante do terrorismo que assola o planeta, quando vemos pessoas serem soterradas como se fossem apenas meros objetos sem valor, quando vemos países, cidades sendo destruídos por terremotos como se fossem maquetes pisoteadas, é difícil deixar de ser simplesmente pessimista.
Também acontecimentos cruciais que empurram a sociedade para o desespero e como conseqüência de algo que tem se tornado habitual estamos diante da perca da sensibilidade. Vivemos diante de noticias como: terremotos, fome, guerras, inundações, inquietação social e etc. São os sinais que nossa redenção se aproxima. Em vista destas coisas nossos olhos devem estar voltados para o alto, buscando descobrir aquela nuvem sobre a qual estará assentado o Conquistador, cumprindo gloriosamente a Sua promessa: “Virei outra vez.”

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Dezessete grandes terremotos já abalaram o Mundo!!

Série de tremores ao redor do planeta se concentra na América e Ásia

Do R7, com agências internacionais.Texto: ..Em pouco mais de quatro meses, pelo menos 17 grandes terremotos já foram registrados ao redor do mundo em 2010. Depois do abalo registrado nesta quarta-feira (14) na China, os principais tremores se concentraram nos continentes americano e asiático, mas na Europa também houve registro de um grande abalo sísmico. O R7 relembra as ocorrências e traz a lista dos maiores e mais fortes terremotos desde o início do ano.

12 de janeiro – Um tremor de 7,3 graus na escala Richter atinge o Haiti e destrói a capital Porto Príncipe. Foi o pior abalo nos últimos 200 anos no país da América Central. Cerca de 270 mil pessoas morreram e outro 1,5 milhão foi afetado, em um prejuízo financeiro estimado em US$ 7 bilhões. O país do Caribe já recebeu alguma ajuda financeira, mas as condições de vida para a população seguem dramáticas.

27 de fevereiro – Um terremoto de 8,8 graus deu origem a tsunamis e varreu o Chile, no maior tremor desde 1950. Aproximadamente quinhentas pessoas morreram e o Governo chileno teve de arcar com um prejuízo de cerca de US$ 30 bilhões, a maior parte na área residencial, de infraestrutura e industrial.

28 de fevereiro – Um novo abalo de 6,2 graus voltou a atingir o Chile e causou ainda mais pânico entre a população.

4 de março – Um terremoto de 6,3 graus atingiu o norte do Chile, no terceiro grande tremor em menos de uma semana sentido no país.

4 de março – No mesmo dia em que tremores agitaram o Chile, a ilha de Taiwan sofreu um abalo de 6,4 graus na escala Richter.

5 de março – Um forte tremor de 6,6 graus voltou a atingir o Chile, sendo o sétimo acima de 5 graus de magnitude a ser sentido em 12 horas no país sul-americano.

6 de março – A Indonésia foi atingida por um terremoto de 7,1 graus no sudoeste da ilha de Sumatra.

8 de março – Um abalo de 6 graus atinge a Província de Elazig, na Turquia, matando pelo menos 38 pessoas e ferindo dezenas de outras.

11 de março – Três terremotos na casa dos 7,2 graus na escala Richter voltaram a atingir o Chile em menos de 25 minutos entre o primeiro e o último.

14 de março – Um tremor de magnitude 6,6 foi sentido no Japão, mas sem registro de tsunami. O epicentro foi registrado dentro do mar, mas foi sentido até na capital Tóquio.

14 de março – No mesmo dia, um terremoto de 7 graus atingiu a Indonésia, mas sem danos materiais.

15 de março – Um novo tremor de 6,7 graus foi sentido em Concepcion, no Chile, deixando parte da população do país no escuro.

25 de março – A capital das Filipinas, Manila, foi atingida por um tremor de 6,2 graus na escala Richter.

26 de março – Tremor de 6,2 graus atinge mais uma vez o Chile.

28 de março – Abalo de magnitude 6,1 é registrado no Chile.

30 de março – Um forte terremoro atingiu o mar de Andamão, no oceano Índico, ao sul de Myanmar. Não houve alerta de tsunami.

4 de abril – Um abalo sísmico de 7,2 atingiu o México e causou pânico na população, matando ainda pelo menos uma pessoa na cidade de Mexicali. O tremor foi sentido também nos Estados Unidos.

ESTIMULANTES I

"Por meio do uso de estimulantes, sofre todo o organismo. Os nervos ficam desequilibrados, o fígado mórbido em suas atividades, a qualidade e a circulação do sangue são afetadas, e a pele torna-se inativa e pálida. Também a mente é prejudicada. A influência imediata desses estimulantes é excitar o cérebro a indevida atividade, só para deixá-lo mais fraco e menos capaz de esforço" Conselhos sobre Regime Alimentar. pg, 422-423. Ellen White.

O USO ESTIMULANTES

"O uso de estimulantes antinaturais é danoso à saúde, e tem influência obscurecedora sobre o cérebro, tornando-lhe impossível apreciar coisas eternas." Conselho sobre Regime Alimentar. pg. 48. Ellen White.

terça-feira, 13 de abril de 2010

A ARMADURA DE DEUS!!

"Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revisti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Portanto tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estais, pois firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça." Efésios 6. 10-14.

TROMBETA

Trombeta em hebraico é shophar, da raiz shãphar, "ser agradavel", "brilhante"; era uma trombeta comprida de som doce e agradável!

A EXPLOSÃO DA BONDADE!

"Se nos humilhássemos perante de Deus e fôssemos bondosos e corteses e compassivos e piedosos, haveria UMA CENTENA de conversões à verdade onde AGORA há ápenas uma."
Beneficência Social, 86.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Reflexão: Acontecimentos!!!

Vivemos em uma sociedade dividida por dois grupos. Aquele que olha para os semelhantes, pensando em si mesmo, e aquele que olha para os semelhantes pensando nos semelhantes! Quão dificil é esperar daquele do qual não se deve esperar. O que é mais dificil, viver uma espera ou esperar a fim de viver? Oferecer ao semelhante ou esperar do semelhante o oferecer? Na realidade expressa muitas vezes, a nossa truncada mentalidade consumista e capitalista, camuflada de cristianismo. Certa vez alguêm me perguntou: O que seria do homem sem o senso de capitalismo?
Faço outra pergunta: O que é um coração sem o capitalismo? É um coração servo, doador, não preocupado com seus próprios interesses, mas se desenvolvendo para viver em prol de outros!
Esse desenvolvimento não depende em esperar o auto bem estar! Aquele que se entrega quer o bem estar em prol de outros!
Por Pr. Chaguri

LIVRE ARBÍTRIO.

Capacidade com a qual o Criador dotou o homem e que o capacita a fazer escolhas para obediência ou desobediência para com Deus, a ser submisso à lei moral ou não. Esta capacidade exclui o uso da força da parte de Deus para conseguir uma mudança no homem. Deus procura atrair o homem para Si, mas deixa todo homem livre para decidir-se em responder. Se os homens escolhem se alienarem de Deus, Sua vontade torna-se onipotente em suas vidas e nada pode impedi-los de seguir o plano de Deus.
O Calvinismo e o Arminianismo propõem duas grandes diferentes concepções a respeito do livre arbítrio do homem. Estas idéias remontam há muito tempo na história eclesiástica. Agostinho falou do que chamava de “irresistível” graça de Deus e absoluta predestinação que excluem o verdadeiro livre arbítrio. Pelágio, monge inglês que vivia em Roma, rejeitou o Agostinianismo, declarando sua própria salvação em temor e tremor. Desta maneira iniciou-se um conflito interminável sobre a graça divina e livre arbítrio.
Calvino afirmou que Deus, por um decreto irrevogável, tinha destinado certos homens para a salvação e outros para a reprovação, independente de sua escolha pessoal ou decisão. Estes apontados para a salvação seriam inevitavelmente salvos e todos os outros seriam certamente condenados. De acordo com Calvino, *Jesus Cristo não morreu por todos os homens, mas somente por aqueles que foram eleitos por Deus para a salvação. Aqueles destinados para a salvação seriam incapazes de resistir ao Espírito de Deus trabalhando em seu coração, embora nenhum desejo ou esforço da parte dos predestinados para a eterna condenação pudesse possivelmente inverter o destino. Para o calvinista ortodoxo, a eleição residia somente na soberana vontade de Deus, não na fé ou obras dos homens.
O Arminianismo, por outro lado, define a predestinação como um decreto eterno, em Cristo, para tornar a vida eterna disponível a todos os pecadores que, pelo Seu poder e graça, aceitam a Jesus Cristo e perseveram na fé (Ef. 1:3-8). Deus rejeitará somente os que voluntariamente recusam a oferta da graça divina. De acordo com Armínio, Jesus morreu por todos os homens, e em virtude de sua morte, todos os homens são qualificados a aceitar o perdão pelo pecado, a encontrar aceitação em Deus, permanecer firmes até o fim e entrar no eterno reino de Deus. O pecado privou o homem da capacidade de exercer o livre arbítrio: por Sua morte na cruz Cristo restaurou esta capacidade. Separado da graça de Deus, o homem está à mercê da insegurança. Todas as boas obras são o resultado desta graça, que, embora absolutamente necessária, não é irresistível. Mediante a graça divina pode ser vitorioso sobre o pecado, sobre o mundo e sobre o diabo.
Numerosas modificações das teorias de Calvino e Armínio têm aparecido desde seus dias. Os ASD encontraram elementos da verdade bíblica em Calvino e Armínio. O A.T. e o N.T. enfatizam a liberdade da vontade humana (Deut. 28:1, 2, 13-15; Jos. 24:14-25; Is. 1:19, 20; Jer. 18:7-10; Jer. 29:13, 14; Mat. 7:24-27; 23:37; Rom. 6:12, 13; 14:10-12; II Cor. 5:10; Apoc. 22:17; etc.).
Deus, em graça e misericórdia, deseja que todos os homens sejam salvos mediante fé em Jesus Cristo, mas deixa para o homem a escolha de aceitar ou rejeitar Seu gracioso dom. Todo homem é, portanto, responsável por seu próprio destino. A pessoa que escolhe colocar sua vontade ao lado da vontade de Deus, e que anseia deixá-la ali, é invencível “em Jesus Cristo”. Porém, voluntariamente entregando sua vontade à vontade de Deus, o homem não necessita por isso perder a liberdade de vontade. Ele pode ainda escolher quebrar sua união com Cristo embora nem força, nem tentação, nem coerção ou engano possa tirar a salvação daquele que escolhe servir ao Mestre, mediante um compromisso contínuo e definido da vontade.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

REINO DE DEUS

REINO DE DEUS. Na *Bíblia, essa frase se refere primariamente ao regimento real, ou soberania de *Deus que, de acordo com o *Novo Testamento, Ele exerce através de *Jesus Cristo como demonstrado nos *Evangelhos Sinóticos; Seu ensino anterior (Mat. 4:17; Luc. 4:43), no Sermão da Montanha, (Mat. 5 a 7), nas primeiras parábolas (Mat. 13), e na última ceia (Luc. 22:29-30) — é o reino de Deus.
A frase atual não ocorre no *Antigo Testamento, embora reino em relação a Deus refira-se quase sempre a Sua autoridade ou regimento real (Sal. 22:28; 45:6., 103:19; 145:11, 13: Dan. 4:34; 6:26; etc). Nos Evangelhos, a frase “reino de Deus” é usada 15 vezes em Marcos, 33 vezes em Lucas, 2 vezes em João e 5 vezes em Mateus. A frase “reino do Céu” ocorre 29 vezes em Mateus e uma vez num dos manuscritos de João 3:5. As duas frases são usadas como sinônimos. Mateus reflete a prática judaica de substituir um circunlóquio reverente, “céu”, por um nome sagrado, para evitar o uso do último desnecessariamente. As duas frases são usadas intercambialmente em Mat. 19:23, 24. A frase “Reino de Deus” é encontrada sete vezes em Atos, 9 nos escritos de Paulo e uma vez no livro de Apocalipse. Em acréscimo, tais expressões equivalentes como, “teu reino”, “seu reino”, “o reino”, “o reino de meu Pai” ocorrem nos Sinóticos. O Reino de Deus é também o reino de Cristo (Mat. 13: 41; 16:28; Luc. 22:30, João 18:36; Col. 1:13; II Ped. 1:11; Apoc. 11:15; 12:10).
O significado básico das palavras gregas e hebraicas para o reino (malkûth e basileia) é o de autoridade real ou soberania mais do que no âmbito ou esfera em que esta autoridade é exercida. Este significado primário é refletido, por exemplo, na parábola de Jesus sobre o homem que saiu para um longínquo país para receber um reino; isto é, para receber poder e autoridade reais (Luc. 19:11, 12). O reino de Deus, então, é a realeza de Deus, Sua soberania, Seu regimento, Sua autoridade. Quando alguém busca o reino (Mat. 6:33), ou recebe o reino (Mar. 10:15), este reino refere-se ao regimento soberano de Deus sobre sua vida. O reino de Deus deve ser encontrado onde Ele é reconhecido como Rei.
Há o sentido, logicamente, de que Deus sempre é Rei (Sal. 47:2, 103:19; 145:13; Dan. 4:25). Mas Seu reinado ainda não se tornou uma realidade na história. Nosso mundo está em rebelião contra Deus, e Satanás usurpou seu governo. Porém Deus não renuncia Sua soberania.
Jesus Cristo entrou na história humana para restaurar o governo de Deus sobre esta Terra (Dan. 2:44; 7:14; I Cor. 15:24, 25). Esta nova manifestação de poder e soberania é agora o reino de Deus. Ele tomou a iniciativa de derrotar a Satanás e de restaurar a humanidade à submissão voluntária deste grande reino, que está libertando homens e mulheres da escravidão de Satanás e fazendo-os cidadãos de uma comunidade (Fil. 3:20, 21).
Este reino tem duas fases — “o reino da graça” e o “reino da glória”. Embora esses termos não sejam usados na Bíblia, as Escrituras falam do “trono da graça” (Heb. 4:16) e do “trono da glória” (Mat. 25:31, 32), e tronos representam reinos. O trono da graça implica a existência de um reino de graça, e o trono da glória representa o futuro reino da glória.
O reino da graça, a fase soteriológica, estava presente nos dias de Jesus (Mar. 1:15; Lucas 16:16; 17:20, 21; Mat. 21:31; Col. 1:13), e foi manifestado nEle como o Messias. O homem pode entrar neste reino de graça hoje aqui, reconhecendo-o como o Senhor de sua vida. Este é o grande reino espiritual da graça de Deus e de sua justiça. Os princípios controladores neste reino não são poder e força, mas justiça, misericórdia e amor. As curas de Jesus foram parte da obra de trazer este reino ao homem (Luc. 11:20). Cristo estabeleceu plenamente esta fase do reino por Sua morte. Onde Satanás estabelecera seu trono, Cristo ergueu Sua cruz. O homem entrou no reino da graça divina mediante arrependimento, crendo e aceitando o novo nascimento (Mat. 18:3; João 3:5), e submetendo-se voluntariamente ao governo de Cristo. Este reino é estabelecido “há de estabelecer-se o reino de Cristo, mas pela implantação de Sua natureza na humanidade, mediante o operar do Espírito Santo” (DTN, 489). Os princípios éticos para os cidadãos do reino são estabelecidos no Sermão da Montanha. Eles devem tornar o reino supremo em sua afeições e devoções. (Mat. 6:33).
Mas o reino é também futuro e escatológico. A vontade de Deus e seu reino nunca serão perfeitamente compreendidos nesta geração. Não será plenamente compreendido até que nosso Senhor interfira novamente na história humana, vindique Seu reino universal e ponha um fim na rebelião (Mat. 13:41-43). “Quando o Filho do homem vier em Sua Glória e todos os anjos com ele, então se assentará em seu glorioso trono” (Mat. 25:31, RSV). Como houve dois adventos de Cristo, assim também há duas manifestações de Seu reino. Foi por essa segunda fase do reino que Jesus ensinou seus discípulos a orar (Mat. 6:10). Este reino deve ser estabelecido no Segundo Advento e na ressurreição dos justos. Sendo este um reino glorioso, incorruptível e eterno, o homem, em seu presente estado, não pode adentrá-lo. “Carne e sangue não podem herdar o reino de Deus; nem a corrupção (I Cor. 15:50). Por isso a natureza dos viventes e dos que foram ressuscitados é mudada da corruptibilidade e mortalidade para a incorruptibilidade e imortalidade. A estes, que experimentam esta mudança, o Rei da glória dirá: “Vinde benditos de meu Pai, entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mat. 25:34). Amém!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Criacionismo: modelo mal-compreendido



Quando nos deparamos com o desafio de explicar eventos passados únicos e irreproduzíveis – como a origem da vida e a origem do ser humano –, acabamos ultrapassando as fronteiras da própria metodologia científica. Assim, consciente ou inconscientemente, no processo de construção de modelos, utilizamos inevitavelmente conhecimento suplementar de natureza não científica (o que não significa necessariamente conhecimento anticientífico). Nesse sentido, o cientista evolucionista utilizará conhecimentos oriundos do naturalismo metafísico (componente não científico do evolucionismo). Da mesma forma, o cientista criacionista, ao procurar explicar as origens, verificará a possibilidade de se harmonizar o conhecimento científico com o conhecimento bíblico (componente não científico do criacionismo). Podemos, então, definir os dois paradigmas em questão:

Evolucionismo: possível relação funcional entre as ciências naturais e o naturalismo metafísico (pelo menos no que diz respeito aos temas sobre as origens).

Criacionismo: cosmovisão que procura integrar o conhecimento bíblico-histórico com o conhecimento científico.

Embora a maioria dos brasileiros acredite que Deus guiou a evolução, essa conclusão é contraditória, pois a noção de Deus dessas pessoas pesquisadas provavelmente provenha da tradição cristã. Só que a Bíblia que lhes fornece a base conceitual para definir Deus afirma que o Criador trouxe à existência a vida neste planeta em seis dias literais de 24 horas – e isso não está relatado apenas em Gênesis, e o próprio Jesus se refere a Adão e Eva como personagens históricos. A coerência estaria em optar entre ser naturalista ou teísta. O “meio-termo” é confusão filosófico-teológica na certa.

Dos entrevistados pelo Datafolha, 25% acreditam que Deus criou os seres humanos exatamente como são hoje. São, portanto, fixistas. Ao contrário desses, criacionistas bem informados entendem que Deus dotou os seres vivos com a capacidade de variação, o que lhes permite sobreviver em ambientes diferenciados adquirindo adaptabilidade ao meio em que vivem. A isso chamam de “microevolução” ou “diversificação de baixo nível” (níveis taxonômicos inferiores).

Assim, segundo a visão criacionista, Deus criou os tipos básicos de seres vivos e eles sofreram modificações, dentro de certos limites pré-estabelecidos, originando as formas de vida que encontramos em nossos dias. Dizer que elas descendem de um mesmo ancestral unicelular comum é extrapolação. Embora essa ideia tenha sido apresentada como verdade, não tem sido empírica e biologicamente demonstrável.

As grandes questões para as quais parece não haver respostas satisfatórias são: Qual a origem da informação complexa, aperiódica e específica? Qual a origem dos códigos zipados, encriptados, compartimentados e com uma lógica algorítmica que, hoje sabemos, tem em seres inteligentes sua única causa, suficiente e necessária? Qual a origem dos sistemas irredutivelmente complexos? Como se deu o aumento de complexidade que seria imprescindível para criar novas maquinarias e órgãos e funções necessários para migrar de uma espécie para outra? Em relação ao registro fóssil, como explicar a Explosão Cambriana com o surgimento repentino de formas de vida complexas sem ancestrais detectáveis? E como explicar a falta de formas transicionais entre os principais filos?

O criacionista, partindo da ideia de planejamento e propósito inteligentes na criação, consegue fornecer boas respostas para essas questões – mas, primeiro, precisa ser ouvido e compreendido. Portanto, vejo com bons olhos a iniciativa da Folha, ao perseguir um dos princípios básicos do jornalismo: ouvir todas as versões.

Michelson Borges
Jornalista e editor do blog www.criacionismo.com.br

P.S.: Creio que se o povo brasileiro tivesse acesso àquilo que o criacionismo verdadeiramente ensina, e se soubesse a diferença entre micro e macroevolução, os percentuais dessa pesquisa seriam outros. O ideal seria que houvesse esclarecimento por parte da mídia e que outra pesquisa fosse feita com perguntas mais específicas, afinal, a palavra "evolução" tem significados diversos, dependendo do contexto em que é aplicada ou entendida.[MB]
Marcadores: criacionismo, mídia
Postado por Michelson às 10:03 AM