segunda-feira, 29 de março de 2010

CONTEXTUALIZAÇÃO

Jesus utilizava-Se do método de partir do conhecido para o desconhecido, tendo como base de referência o amor pelas pessoas.
Nosso Senhor dá um exemplo maravilhoso ao nos apresentar a história do bom samaritano. Nesse episódio em que o Evangelho depara uma situação estranha, ele está contextualizado na pessoa do bom samaritano. Aqui Jesus traz uma nova interpretação daquilo que Deus havia ordenado na antiga aliança, mas que os judeus de Seu tempo haviam-se esquecido. Na realidade, Jesus não faz acepção de pessoas, de raças ou credos; todos são chamados ao conhecimento da Salvação em Sua Pessoa. Mas nessa história encontramos o Mestre dando o exemplo de como devemos amar as pessoas, mesmo quando não fazem parte de nosso contexto social ou religioso. Aqui Jesus vai além da razão humana.
É nesse aspecto que vale relembrar a idéia de Richard Niebuhr, de que em todas as culturas há características que são condizentes com o Evangelho e não precisam ser atacadas. Há aspectos que precisam ser transformados, pois se degeneraram e outros que precisam ser banidos, pois são frutos do pecado.
“Nisso reside a importância missionária da cruz. ‘O sofrimento representa a maneira como Deus age na história (...). A missão da Igreja no mundo também é sofrer (...), é participar da existência de Deus no mundo’(Schütz 1930:245).”

O PRINCÍPIO DE AMOR
O principio de amor é marcante no reino de Jesus. Seguir os passos de Cristo é de extrema urgência na missão de Deus. Ele era Mestre em contextualizar. Sua vida foi dedicada a levar a mensagem de Salvação. Todo aquele que se encontrava com o Salvador ouvia a mensagem de tal forma que a entendia sem que seu teor ou força fosse diminuído. Assim, o desenvolvimento da natureza amorosa é essencial na apresentação do Evangelho através de pontos comuns, para que a ovelha que está perdida e precisa ser encontrada, seja de fato abraçada pelo amor de nosso Senhor Jesus.
“Os cristãos que seguem a missão de Cristo, seguem igualmente a Cristo no serviço do mundo. A Igreja tem a natureza do corpo de Cristo crucificado e ressuscitado somente quando é obediente no mundo, pelo serviço concreto da missão. Sua existência depende inteiramente do cumprimento de seu serviço. Por isso ela nada é para si mesma, mas é tudo o que é pela existência para os outros. Ela é a comunidade de Deus quando é comunidade para o mundo.”
Ela “orienta os missionários sobre aonde eles deveriam ir e como deveriam proceder. Eles não devem executar seus próprios planos, mas tem de esperar que o Espírito os guie.”
Jesus deixou exemplo de missão em amor. Em Suas palavras “o servo não é maior do que seu senhor” (Jo. 13.16), assim, se Ele veio para servir e não ser servido (Mt. 20.28), os discípulos de Cristo devem também estar prontos para servir, para ir além-mar a fim de pregar o Evangelho que transforma. O método aqui é serviço pessoal baseado no amor.

Artigo escrito por Pastor Chaguri

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