terça-feira, 30 de março de 2010

CONTEXTUALIZAÇÃO: UMA TAREFA MISSIOLÓGICA


A adequação da mensagem é uma tarefa missiológica. “O único modelo supremo missiológico é a encarnação. Nossa missão é modelada na dEle: ‘Assim como o Pai Me enviou, Eu também vos envio’”.
“Através de um conhecimento das escrituras religiosas e costumes doutras culturas, o fiel comunicador do Evangelho perceberá elementos da revelação geral de Deus e poderá usá-los eficazmente como pontes para comunicarem um conhecimento do pecado e uma chamada para crer. Nalgumas culturas, o conceito do sacrifício de sangue poder ser usado como uma ponte, noutras, um filho da paz. O Islamismo com seu relacionamento especial com o Antigo Testamento e o Evangelho, tem muitos elementos que levam um grau daquilo que Kenneth Cragg chamou de convertibilidade.”
A contextualização ou conformidade busca formas adequadas para que a mensagem prossiga, sem os ruídos da comunicação. Sempre é bom lembrar a estratégia de partir do conhecido para desconhecido.
O apóstolo Paulo trabalhou bem esse contexto quando disse: “Fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus. Para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me fraco para com os fracos. Fiz-me tudo para com todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.” (I Co 9:20-22).
Paulo apresenta e aplica cinco aspectos distintos em I Cor. 9:19–23, segundo Phil Parshall: 1 – Serve diretamente à comunidade, 2 – O judeu - Busca na fonte da sua própria religião (judaísmo), 3 – O prosélito, um grande grupo de gentios convertidos para o judaísmo. Paulo aqui se identifica com esse segmento da sociedade, 4– Os gentios, 5- Os fracos. “Paulo aqui viu a grande mensagem do Evangelho a ser aplicada a todo homem em toda parte do mundo”.
A inserção verdadeira na missão diz respeito às necessidades das pessoas na sociedade, bem como em seu relacionamento com Deus. Paulo tinha esse diferencial. Ele apresenta um Evangelho puro, trabalhando com as necessidades que envolvem as macroestruturas sociais, econômicas e políticas da sociedade.
Artigo por Pastor Chaguri (mestre em missiologia)
apresentado a Faculdade Batista de Teologia.

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