sábado, 23 de janeiro de 2010

Governo do Haiti encerra busca por sobreviventes, diz ONU

da Folha Online

O governo do Haiti encerrou a busca de sobreviventes do terremoto que arrasou o país em 12 de janeiro, anunciou a ONU (Organização das Nações Unidas) neste sábado.
Em comunicado, o Ocha (Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários, na sigla em inglês) da ONU especificou que a decisão governamental foi tomada nesta sexta-feira (21), às 16h (19h de Brasília).
O terremoto que atingiu o país no último dia 12 deixou 111.499 mortos, segundo comunicado divulgado ontem pelo Ministério do Interior haitiano.
O novo balanço também indica que 193.891 pessoas ficaram feridas após o terremoto, e que mais de 55 mil famílias foram afetadas, enquanto que 609.621 pessoas foram acomodadas em 500 acampamentos criados para receber desabrigados. Mais de 11 mil casas foram destruídas e cerca de 32 mil foram danificadas, de acordo com o balanço do ministério.
O general americano Ken Keen, que comanda as Forças americanas enviadas ao Haiti para ajudar no auxílio às vítimas, falou em um número de mortos entre 150 mil e 200 mil, mas disse que era apenas uma "hipótese de trabalho". A ONU, por sua vez, estima que três milhões de pessoas foram afetadas pelo terremoto.
Balanço parcial da ONU menciona 121 pessoas retiradas com vida dos escombros no Haiti, um recorde histórico em desastres causados por terremotos. O terremoto de magnitude 7 aconteceu às 17h53 (19h53 em Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe.
As últimas vítimas encontradas com vida ontem foram uma mulher de 69 anos e um homem de 22. Os trabalhos de resgate contaram com a participação de 1.918 mil socorristas e 160 cães treinados, divididos em 67 equipes.
A partir de agora, a ajuda humanitária se concentrará em ajudar as milhares de pessoas que perderam suas casas, e que não têm alimentos, especialmente na capital e nas cidades mais devastadas de Jacmel e Leogane.
Segundo fontes oficiais, mais de 130 mil pessoas utilizaram até o momento os ônibus fretados pelo governo para sair da capital e ir para áreas menos atingidas pelo terremoto.
Ao menos 21 brasileiros morreram na tragédia, sendo 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti.

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